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Parcerias

Sectet - sex, 21/09/2018 - 09:13
21/09/2018

Oportunidades para parcerias entre universidades, empresas e governos

Workshop abordará os caminhos para gerar valor na interface entre pesquisa, tecnologia, inovação e negócios

Em constante e veloz revolução tecnológica, o mundo global determina o grau de competitividade de cada nação à criação de um forte sistema de ciência, tecnologia e inovação, que permita ações cooperativas e estimule a transferência tecnológica. Em 2017, o Brasil investiu 1,27% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento: pouco menos da metade foi do setor privado, segundo a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep). Na Coreia do Sul, um dos países que mais injetam recursos na área, os investimentos são em torno de 80%. Esses números colocam o Brasil como 13º país no ranking mundial de produção científica, mas na 69ª posição entre as 127 nações no Índice Global de Inovação.

Tornar as conexões entre universidades, empresas e governos mais produtivas e eficientes é um dos caminhos estratégicos para melhorar a posição do Brasil no ranking da inovação global. Com este propósito será realizado o workshop “Como gerar valor para pesquisa, tecnologia e inovação”, que ocorrerá nos dias 1º e 2/10, das 14h às 20h, no Espaço Aperfeiçoar, do Instituto Euvaldi Lodi (IEL). O workshop é voltado para empresários, acadêmicos, pesquisadores, funcionários públicos e gestores das áreas de biotecnologia e de tecnologia da informação e comunicação.

Experiências - Temas como “Comunicação intersetorial”, “Academia e mercado: como interagir e criar valor” e “Formação de ecossistema de inovaçãoa partir de perspectiva local” serão desenvolvidos numa imersão teórica e prática, que incluirá o relato de cases nacionais e internacionais. O workshop será conduzido pela paraense Mayra Castro, que é mestre em Direito Internacional e Europeu pela Universidade de Genebra. Foi diretora do consulado científico da Suíça em São Paulo, por meio da qual montou uma ampla rede de contatos e parcerias no Brasil e Suíça. É criadora da Ajuri, empresa especializada na criação de redes de parcerias para geração de negócios.

Mayra conta que, assim como Belém (PA), sua terra natal, quer levar o workshop para outras cidades brasileiras para conhecer e contribuir no incremento da interface entre as potencialidades científicas e produtivas de cada território. “A potência do Brasil se encontra em cada região com suas peculiaridades e forças de mercado. Vamos utilizar nossas experiências e conhecimentos em lugares onde possamos descobrir e revelar a força produtiva de onde estamos, seja esta econômica ou científica, visando contribuir para expertise local com perspectiva global. Acreditamos que o reconhecimento do que já existe, atrelado ao que há de vanguarda no mundo, pode abrir caminhos para novas dinâmicas de crescimento e avanço”, relata.

A capacitação também será ministrada por Naira Bonifácio, que tem formação em Marketing pela Universidade de São Paulo (USP). Trabalha na Agência USP de Inovação e é vice-presidente da SciBr Foundation, que conecta e fortalece a inovação tecnológica entre Brasil e Estados Unidos. É co-fundadora da Manga Science, venture builder de empresas baseadas em pesquisa científica. Naira comenta que o workshop também será uma oportunidade para fortalecer networking e para o desenvolvimento de novos conhecimentos. “Vamos incentivar a descoberta de novas competências em inovação e empreendedorismo, o compartilhamento de experiências e a aquisição de habilidades técnicas e estratégicas para gerar novos negócios e tecnologias”, conclui.

Serviço

Workshop “Como gerar valor para pesquisa, tecnologia e inovação”

Dias: 1º e 2/10

Horários: 14h às 20h

Público-alvo: Empresários, acadêmicos e pesquisadores, funcionários públicos e gestores das áreas de biotecnologia (cosméticos, alimentos e fármacos) e tecnologia da informação e comunicação.

Primeiro lote promocional até 17/09: R$ 332,50 (pesquisador/professor empreendedor); R$ 522,50 (gestores e governo); R$ 712,50 (empresários). Local: Espaço Aperfeiçoar do IEL - Tv. Quintino Bocaiúva, 1588 – Nazaré - Bloco A 6º andar. Contatos: (91) 4009-4741/ 4009-4709/ 4009-4700.

Fonte: https://www.sympla.com.br/workshop--como-gerar-valor-para-pesquisa-tecno...

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Empreendedorismo inovador e educação profissional são temas de seminário em Marabá

Sectet - qui, 20/09/2018 - 10:05
20/09/2018

No próximo dia 26 de setembro, o município de Marabá recebe a terceira edição do ciclo de seminários “Diálogos da Inovação”. Organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e pelo Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará, o evento, desta vez, terá o tema "Empreendedorismo Inovador e Educação Profissional: oportunidades para o desenvolvimento regional”.

O objetivo é debater com empresários, representantes das instituições de ciência e tecnologia, comunidade acadêmica e sociedade civil, a concepção, as oportunidades de negócios e os desafios para a implantação de um Parque de Ciência e Tecnologia na região de integração Carajás, como estratégia de organização de ambientes de inovação visando o desenvolvimento regional.

Para tanto, a programação envolve palestras a respeito dos ambientes e sistemas de inovação; do programa Pará Profissional, que gera qualificação para o fortalecimento das cadeias produtivas; das potencialidades econômicas e oportunidades de negócios para o setor produtivo local; além do papel das instituições de ciência e tecnologia no desenvolvimento local, assim como da concepção sobre o que é um parque tecnológico e de como gera oportunidades para um empreendedorismo inovador.

As palestras serão ministradas, respectivamente, pelo diretor de C&T da Sectet, Marco Antônio Lima; pelo diretor de educação profissional e tecnológica da Secretaria, Luís Blasques; pelo Secretário Municipal de Mineração, Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia de Marabá, Ricardo Pugliese; pelo reitor da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Maurílio Monteiro; e pelo diretor-presidente da Fundação Guamá, que gere o Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), Antônio Abelém. Após as apresentações, será aberto o debate.

O evento em Marabá conta ainda com a parceria do Conjove, da Associação Comercial e Industrial do município, do PCT Guamá, do Instituto Federal do Pará (IFPA), da Universidade do Estado do Pará (Uepa), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Unifesspa e da Prefeitura Municipal.

InovaPará - O ciclo de seminários, intitulados “Diálogos da Inovação”, é uma iniciativa da Sectet, que teve a sua primeira edição em junho deste ano, com a finalidade de estimular o debate e apoiar iniciativas em prol de uma cultura inovadora no Pará. A ação está inserida no Programa InovaPará, que apoia a criação de Sistemas Regionais de Inovação (SRI) a fim de que propiciem suporte necessário à agregação de valor das cadeias produtivas estratégicas.

Em sua concepção, o InovaPará acredita no potencial produtivo e inovador das distintas regiões do estado. Coordenado pela Sectet, o programa é amparado pela Lei no 8.426, a Lei Estadual de Inovação, de 16 de novembro de 2016, que dispõe sobre incentivos à inovação, à pesquisa científica e tecnológica e à engenharia não rotineira, além da política estadual de incentivos fiscais.

Serviço: A terceira edição do Diálogos da Inovação ocorrerá no dia 26 de setembro, a partir das 8h30, no Auditório do SENAI, Folha 31, Lote Especial, s/n - Nova Marabá, Marabá/PA. As inscrições para o evento podem ser realizadas AQUI. 

Texto: Fernanda Graim (Ascom/Sectet)

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Pará Profissional ganha Prêmio Excelência em Competitividade 2018

Sectet - seg, 17/09/2018 - 05:53
17/09/2018

No início da tarde da última sexta-feira (14), o estado do Pará recebeu o Prêmio Excelência em Competitividade de 2018, na categoria Boas Práticas, pela execução do Programa Pará Profissional, coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet). No total mais de 90 práticas foram inscritas para concorrer ao prêmio nessa categoria e seis foram selecionadas como finalistas, das quais apenas três foram premiadas. Organizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o objetivo do prêmio é dar destaque a projetos que têm mudado o Brasil e ajudado o país na consolidação de uma nação mais próspera e competitiva.

Conforme previsto no edital, foram feitas duas avaliações. A primeira consistiu em verificar se as boas práticas inscritas atendiam a pré-requisitos como serem parte da esfera estadual e fornecer informações completas sobre sua execução. Já a segunda triagem foi feita abordando os critérios estabelecidos no edital, que são: potencial de institucionalização ou legado, equidade, replicabilidade e escalabilidade, inovação, competitividade e momento do país, e resultados. Além do Pará, também foram premiados os estados de Pernambuco e Paraná.

Para o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello, que participou da cerimônia de premiação, realizada em São Paulo, o prêmio é o reconhecimento de um trabalho coletivo. “Tudo foi feito com muito espírito público, tendo em vista a solução de um dos grandes problemas que nós tínhamos no estado que precisava de uma política realista e inovadora a qual atendesse aos interesses da sociedade voltados à formação profissional e tecnológica. A modelagem que nós conseguimos, no Pará, foi considerada, em nível nacional, inovadora, capaz de ser reproduzida em outras unidades da Federação”, comemorou. 

O presidente do CLP, Fábio Barbosa, considera necessária a discussão sobre as melhores práticas de gestão pública no Brasil. “Reconhecer os melhores desempenhos significa dar visibilidade às boas práticas”, afirmou.

Além da entrega do prêmio, o CLP, com o apoio da B3, Economist Intelligence Unit e Tendências Consultoria Integrada, lançou ainda o Ranking de Competitividade dos Estados 2018. O estudo é uma das principais ferramentas de avaliação da gestão pública do Brasil, e busca pautar a atuação de líderes públicos em 10 áreas-chave. Com o tema: “Brasil Presente, País do Futuro: Qual o Papel dos Estados”, o evento teve como objetivo apresentar um diagnóstico da atual situação do Brasil, com dados e informações relevantes de como chegamos até aqui.

O Programa - O programa Pará Profissional foi instituído pela Lei nº 8.427, de 16 de novembro de 2016, descrito como um dos principais instrumentos de superação das desigualdades inter-regionais, com a finalidade de ofertar educação profissional e tecnológica nas diversas modalidades a fim de consolidar, ampliar e verticalizar as cadeias produtivas aos eixos prioritários de desenvolvimento no Estado. A previsão da Sectet é fechar 2018 com um total de 8 mil certificados , contados todos os anos de execução do Programa.

Texto: Fernanda Graim (Ascom/Sectet)

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Curso Técnico Têxtil tem início em Castanhal

Sectet - seg, 17/09/2018 - 05:49
17/09/2018

Na tarde da última sexta-feira (14), ocorreu a aula inaugural do Curso Técnico Têxtil, ofertado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), por meio do Programa Pará Profissional. O curso formará mão de obra voltada ao setor de produção têxtil na Região de Integração Guamá, em especial no município de Castanhal. Ao todo foram ofertadas 50 vagas. As aulas têm caráter teórico-prático e a carga horária total é de 1.380 horas, sendo 80% dela na modalidade a distância e 20% na modalidade presencial.  Este é o primeiro curso técnico têxtil do estado, foi construído com a parceria da Companhia Têxtil de Castanhal (CTC) e tem o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Castanhal, como executor do curso.

Para Selma Silva, aluna do curso, que está desempregada e soube das inscrições pela internet, esta foi uma forma acessível de ter uma perspectiva para voltar ao mercado de trabalho. ”O que eu aprender daqui pra frente vai me ajudar a entrar no mercado de trabalho, porque agora terei uma profissão e será dado mais valor”, concluiu.

Durante a aula inaugural, estiveram presentes o diretor de educação profissional e tecnológica da Sectet, Luís Blasques; a coordenadora de educação técnica e tecnológica da Sectet, Tânia Santos Santana; o presidente em exercício do Sistema Fiepa, Nilson Azevedo; a presidente do Sindicato das Indústrias de Confecção do Estado do Pará, Rita Arêas; o diretor regional do Senai e superintendente regional do Sesi, Dário Lemos; o presidente do conselho técnico consultivo do Senai Cetiqt, Agnaldo Diniz; o diretor executivo do Senai Cetiqt, Sérgio Motta; e o gerente administrativo da CTC, Inocêncio Mesquita.

Os alunos ainda assistiram às palestras “A educação a distância no contexto da quarta revolução industrial: a formação para o futuro” e “A importância da classificação de fibras para o processo têxtil”, ministradas, respectivamente, pelo coordenador dos cursos técnicos do Senai Cetiqt, Celson Junior, e pelo analista de ensino do Senai Cetiqt, Marcelo Banja.

Este é o segundo curso técnico ofertado pela Sectet após a publicação da Lei no 8.427/16, que instituiu o Programa Pará Profissional. O primeiro curso técnico, na área de açúcar e álcool, ocorreu em Ulianópolis, em parceria com a Pará Pastoril e Agrícola S/A (Pagrisa) e também teve o Senai como executor. Os 30 alunos desse curso defenderam seus trabalhos de conclusão de curso na última segunda-feira (10) e devem receber os certificados até o final de 2018. Além dos alunos do curso técnico, mais de 4 mil pessoas já receberam certificados de conclusão de cursos ofertados pelo Pará Profissional na modalidade Formação Inicial e Continuada (FIC). A previsão da Sectet é fechar 2018 com um total de 8 mil certificados , contados todos os anos de execução do Programa.

O Programa - O programa Pará Profissional foi instituído pela Lei nº 8.427, de 16 de novembro de 2016, descrito como um dos principais instrumentos de superação das desigualdades inter-regionais, com a finalidade de ofertar educação profissional e tecnológica nas diversas modalidades a fim de consolidar, ampliar e verticalizar as cadeias produtivas aos eixos prioritários de desenvolvimento no Estado.

Texto: Fernanda Graim (Ascom/Sectet)

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Desenvolvimento sustentável é desafio para a Amazônia

Sectet - seg, 27/08/2018 - 16:40
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Programa destina R$ 3 milhões para estimular negócios e gerar empregos

Sectet - seg, 27/08/2018 - 16:38
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Biodiversidade é tema de ciclo de palestras

Sectet - seg, 27/08/2018 - 16:31
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Curso Técnico Têxtil abre inscrição para 50 vagas

Sectet - seg, 27/08/2018 - 16:29
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Congresso internacional de etnobiologia divulga Declaração de Belém + 30, que valoriza povos indígenas e comunidades tradicionais

Sectet - seg, 27/08/2018 - 16:22
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O Ver-o-Fato lamentou muito ainda não ter estrutura jornalística suficiente para poder cobrir um evento tão importante para as populações que mais sofrem os impactos ambientais e sociais da degradação mundial. Mas, para não passar totalmente em branco, os organizadores do evento e sua assessoria enviaram para nós um resumo do que de mais significativo ocorreu durante quase uma semana corrida de palestras e debates, aí incluída a Declaração de Belém + 30, um documento que certamente terá divulgação em todo o mundo.
Na Declaração Belém +30, apresentada ontem, durante o encerramento do Congresso da Sociedade Internacional de Etnobiologia, realizado no Hangar, na capital paraense, povos e comunidades tradicionais defendem respeito a seus territórios, liberdade de gestão e autodeterminação de seus modos de vida. 

O documento aponta ainda a necessidade de consulta livre, prévia e informada; a repartição de benefícios; a implementação de programas educacionais diferenciados e adaptados às condições locais; o direcionamento de recursos de ciência e tecnologia para inciativas dos povos tradicionais; a garantia de efetiva punição para crimes ambientais e violações de direitos humanos; além do reconhecimento de saberes, culturas e inovações dos diferentes povos. 

A Declaração foi discutida ao longo dos quatro dias do evento em sessões particulares que avaliaram conquistas e desafios da Carta de Belém de 1988, a partir das perspectivas dos diferentes grupos sociais e étnicos participantes. Para a pesquisadora Regina Oliveira da Silva, do Museu Paraense Emílio Goeldi, a declaração renovada é um avanço que chama a atenção para necessidade de olhar e valorizar os diversos povos. 

“É destaque no novo documento, a inclusão dos povos tradicionais, a inclusão dos movimentos sociais, os pareceres, a realidade vivida e o que mudou em 30 anos. Não podemos achar que a pesquisa é a mesma, não é. E outra coisa, 30 anos atrás a representação era muito mais dos povos indígenas. Os povos tradicionais, quilombolas, ciganos saíram da invisibilidade no movimento de 1990 pra cá. Então essa renovação é importante porque traz outras realidades, outros povos e vão incrementar muito a pesquisa etnobiológica”, afirmou. 

Francisco Antônio Guedes, Tikuna do Alto Rio Solimões, no Amazonas, avalia como positiva a ampliação do debate. “Eu espero que através dessa carta o governo reconheça o direito dos povos indígenas, povos tradicionais de nosso país e outros países. Muitas etnias contribuíram pra fazer essa carta”. 

Já Vivian Cardoso, quilombola da comunidade do Abacatal, em Ananideua, Região Metropolitana de Belém, ressalta a conquista em participar com as demandas das populações negras no documento, que não foram representadas na Declaração anterior. 

“Como é que nós quilombolas fomos ignorados? Então nós começamos a participar, colocar nossas demandas na carta e brigamos por cada palavra porque, às vezes, o estudioso coloca uma palavra que ele entende, mas eu não entendo. Então, essa carta é um grito de socorro, é um grito pro mundo inteiro ver que nós sofremos, mas a gente não desiste, não vai desistir nunca”, declarou. 

O pensamento e as reivindicações dos povos da floresta marcaram os debates

Conquistas – A Declaração de Belém foi originalmente escrita em 1988, sendo uma referência para a pesquisa etnobiológica e inspiração para trabalhos e tratados internacionais que reconhecem os direitos de povos tradicionais e a defesa da biodiversidade. “Eu acho que a Declaração de Belém foi um importante marco histórico ao colocar cientistas e povos tradicionais juntos para pensar numa causa comum. E essa é uma das razões pela qual ela não foi esquecida ou deixada de lado como muitos documentos. Era algo para ser celebrado, algo que as pessoas podiam olhar e se inspirar para fazer mais. Agora nós sabemos que temos muitos desafios pela frente”, avalia Mark Plotkin, pesquisador da Amazon ConservationTeam, e que assinou a edição anterior da carta. 

Para o professor Flávio Barros, presidente da comissão organizadora do Belém+30, o novo documento é o principal legado do evento que também deu destaque para a diversidade de saberes e culturas, integrando os povos amazônicos com pessoas de várias partes do planeta. 

“A expectativa do Belém +30 foi superada em todos os sentidos. A gente sente que todo mundo foi contaminado por uma grande alegria, uma magia. Foi realmente um aniversário de 30 anos congratulando com as comunidades tradicionais, com a diversidade do Brasil, com a diversidade do mundo”, comemora Flávio Barros, ressaltando a grandiosidade do evento. “Foram quase 50 países aqui presentes sem contar o envolvimento das crianças na Feira de Ciência e Tecnologia. Realmente a gente vai concluindo esse movimento com o sentimento de que todo o esforço que a Universidade Federal do Pará, a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado e o Museu Paraense Emílio Goeldi cumpriram com o seu dever de ter preparado um Belém +30 inesquecível”. 

O Belém+30 reuniu o XVI Congresso da Sociedade Internacional de Etnobilogia, o XII Simpósio Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia, a IX Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e a I Feira Mundial da Sociobiodiversidade. Durante quatro dias de encontro, os povos tradicionais expuseram produtos oriundos de suas tradições, saberes e relações com a natureza, integrados com a produção científica paraense e mundial. Uma grande troca de experiencia respeitando e valorizando a cultura, o modo de vida e toda a diversidade humana. 

“Foi muito importante a vinda de todos os povos e comunidades tradicionais para esse evento. Na assembleia realizada não foi fácil para todo mundo chegar num consenso de construir as novas etapas da carta. E eu espero que ela tenha uma visibilidade mundial, global e que tudo que foi pedido dentro dessa carta possa ser respeitado porque agora o grito não é só dos povos indígenas. O grito agora é de todas as comunidades tradicionais que muito fazem pra continuar mantendo essa natureza maravilhosa que faz parte da nossa vida. Então a importância da carta é essa, porque nós queremos um mundo totalmente cheio de vida”, conclui Shirley Krenak, indígena de Minas Gerais. 

A voz e a vez das populações índigenas não poderiam faltar

Aqui, a íntegra da Declaração de Belém + 30
 
Trinta anos após o I Congresso Internacional de Etnobiologia, em 1988, membros de numerosos povos indígenas, populações tradicionais e comunidades locais, cientistas e estudantes, etnobiólogos em especial, reuniram-se no XVI Congresso Internacional de Etnobiologia, XII Simpósio Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia e Fórum Indígena 2018 para discutir preocupações comuns. Está hoje estabelecido que os povos indígenas e as comunidades locais conhecem, utilizam e gerenciam seus recursos naturais com tecnologias próprias. 
Esses conhecimentos, práticas e inovações são reconhecidos desde 1992 pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), Protocolo de Nagoya, a Convenção 169 da Organização Internacional de Trabalho, e outros acordos internacionais como sendo importantes, tanto por direito próprio quanto pelo que podem contribuir para a conservação e uso sustentável da biodiversidade global. Há alguns programas internacionais e nacionais destinados a incentivar a conservação da diversidade biológica e cultural. Como os avanços desde a Declaração original de Belém ficaram aquém do necessário e que no presente existem tendências que prejudicam esses avanços e buscam bloquear outros, aqui declaramos que nós continuamos alarmados com o fato de que:
•Os povos indígenas, populações tradicionais e comunidades locais em todo o mundo continuam sofrendo genocídio, etnocídio e constante expropriação de seus territórios e conhecimentos. Suas línguas estão desaparecendo e seus direitos continuam a ser violados, embora a maioria dos países seja agora signatária dos tratados acima citados que reconhecem os seus direitos;
• As florestas tropicais e outros ecossistemas frágeis estão desaparecendo, embora a maioria dos países seja agora signatária dos tratados acima citados;
• Muitas espécies, tanto plantas quanto animais, estão ameaçadas de extinção, embora a maioria dos países seja agora signatária dos tratados acima citados;
 
E dado
• Que 95% dos recursos genéticos mundiais são manejados por povos nativos;
• Que existe uma ligação inextricável entre a diversidade cultural e biológica;
• Que as condições de saúde, agrícolas e econômicas das pessoas em todo o mundo são parcial ou totalmente dependentes desses recursos;
Nós veementemente conclamamos às ações que seguem:
1) A implementação de medidas que garantam aos povos indígenas, populações tradicionais e comunidades locais o direito a seus territórios, a sua gestão, e a autodeterminação dos modos de vida;
2) O reconhecimento e a implementação de todos os demais direitos humanos tangíveis e intangíveis, incluindo a identidade cultural e linguística;
3) Assegurar o respeito ao direito de consulta prévia, livre e informada, incluindo o direito a dizer não, aos povos indígenas, populações tradicionais e comunidades locais, em relação a projetos públicos e privados, que possam afetar seus territórios, locais sagrados e modos de vida, respeitando os seus protocolos ou modos tradicionais de consulta. Deve-se assegurar que os processos de consulta sejam levados a efeito e custeados pelos Estados nacionais.
4) Que os Estados nacionais fomentem os processos de ratificação e implementação da Convenção 169 da OIT para garantir o direito de consulta previa livre e informada dos povos indígenas, populações tradicionais e comunidades locais.
5) O direcionamento de uma proporção substancial dos recursos de ciência, tecnologia e inovação para implementar inventários, conservação e manejo de recursos locais para iniciativas de povos indígenas e populações tradicionais e comunidades locais de forma autonoma ou com a participação de acadêmicos;
6) Os Estados devem assegurar a proteção e valorização da cultura e dos conhecimentos tradicionais, provendo suporte para o uso e desenvolvimento autônomo que os tomem por base. Caso o acesso e uso destes conhecimentos, incluindo recuros genéticos, seja realizado por terceiros, devem ser assegurados o consentimento prévio, livre e informado e um adequado sistema de repartição de benefícios, devendo ser coibido qualquer acesso e uso inadequado.
7) Implementar programas educacionais diferenciados e adaptados as condições locais em todos os níveis para conscientizar a comunidade global sobre o valor do conhecimento etnobiológico para o bem-viver humano e ambiental;
8) Promover e institucionalizar a filosofia do bem-viver relacionada com as práticas de cura ancestrais e tradicionais por meio da oralidade e de suas diversas manifestações, a serem preservadas,protegidas, implementadas e socializadas.
9) Pesquisadores e instituições devem garantir aos povos indígenas, comunidades tradicionais e comunidades locais, a disponibilidade e o acesso irrestrito aos dados brutos, documentação (vídeos,imagens, áudios) e informações de pesquisas realizadas em seus territórios e locais sagrados, incluindo o direito de repatriação de objetos e artefatos.
10) Os Estados devem acabar com a criminalização das práticas tradicionais, incluindo a revisão de leis e políticas ambientais contrárias a estas práticas.
11) Os Estados devem garantir a efetiva punição para os crimes ambientais e violações de direitos humanos estabelecidos nos tratados internacionais e legislação de cada país, especialmente em casos envolvendo grandes empreendimentos.
12) Os Estados nacionais devem criar políticas de apoio à produção, crédito e comercialização dos produtos da sociobiodiversidade, incluindo acesso à capacitação e tecnologias apropriadas.
“Esta carta tem as nossas mãos e nossos rostos” Vanuza Cardoso.

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Evento encerra em Belém com reivindicações de povos tradicionais

Sectet - seg, 27/08/2018 - 16:10
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Universitec/UFPA participa de 9ª Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação

Sectet - seg, 27/08/2018 - 16:03
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Nesta quarta-feira (8), começa o Belém+30, evento internacional no qual a 9ª Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) está inserida em 2018. O evento tem como tema central os direitos dos povos indígenas e populações tradicionais e a conservação da biodiversidade três décadas após a Declaração de Belém.

A feira estadual é organizada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e, todos os anos, é realizada em outubro, acompanhando a programação da Semana Nacional de CT&I. O principal objetivo é refletir sobre as conquistas e os desafios da Carta de Belém, após o primeiro encontro internacional de Etnobiologia, ocorrido na capital paraense em 1988. Acompanhando o tema, a Feira de CT&I vai procurar mostrar como tradição e ciência podem estar mais próximas do que se imagina.

Via: G1.

Estande da Universitec/UFPA reúne projetos pedagógicos

A Agência de Inovação leva à Feira o aplicativo de educação financeira voltada para as crianças da Poupadin, empresa incubada no Programa de Incubação de Empresas (PIEBT). O aplicativo pode ser baixado gratuitamente no Google Play.

Também participam representantes das Faculdades de Física, Química e Geoprocessamento da UFPA (campus Ananindeua) apresentando métodos de ensino de Física para deficientes visuais e o estudo de moléculas de forma lúdica.

Representante da Assessoria Especial de Inovação e Propriedade Intelectual da Universitec/UFPA, Emílio di Marco afirma a relevância do evento e da participação da Agência: “Eventos como a Feira de Ciência e Tecnologia são de suma importância, uma vez que fomentam o interesse pela ciência, despertam a curiosidade e estimulam o empreendedorismo. Devido a isso, a Universitec, como difusora do empreendedorismo e incentivadora da Inovação dentro da UFPA, não poderia ficar de fora, já que as crianças que estão tendo contato com a ciência e a tecnologia hoje podem ser autoras de grandes inovações no futuro.”

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Sectet sedia treinamento sobre projetos inovadores no contexto europeu

Sectet - seg, 27/08/2018 - 16:01
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A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) sediou na manhã desta quarta-feira, dia 1º, o treinamento referente ao Projeto “EU-CELAC Innov-AL Platform: Promotion of decentralised inoovation policies in Brazil”, financiado pela União Europeia para a promoção de ações descentralizadas de inovação e cooperação e boas práticas de politicas regionais. O projeto é apoiado pela Direção-geral da Política Regional e Urbana da Comissão Europeia (DG REGIO).

O treinamento buscou debater temas que envolvem a política regional europeia e a aplicação das estratégias de “especialização inteligente” no contexto europeu, considerando as possibilidades de adaptações para a realidade brasileira.

A “especialização inteligente” acrescenta dois valores-chave às estratégias de inovação regional na União Europeia. O valor de estabelecer prioridades, ou seja, fazer e estabelecer escolhas inteligentes. Isso deve ser feito e atualizado através de um processo de colaboração que envolve o máximo de partes interessadas, em particular centros de investigação, empresas líderes e empresários.

O treinamento seguiu a linha desse conceito e demonstrou, por meio do consultor da Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), André Barbosa, as estratégias para executar a “especialização inteligente” no âmbito regional e como elas podem ser concretizadas no contexto paraense. A primeira parte do treinamento foi pautada por troca de experiências de políticas voltadas para o desenvolvimento de projetos e inovação para alavancar o desenvolvimento regional, dentro da realidade adaptada de acordo com as capacidades, oportunidades e necessidades locais.

A segunda parte foi mais prática, no sentido dos participantes observarem o seu local geográfico e apontar de que forma as estratégias da especialização podem ocorrer nesse espaço. Foi realizada uma dinâmica com divisões de grupos, onde cada grupo pontuou suas ideias com o objetivo de pautar através do ponto de vista dos membros e servidores, o que é possível executar no Pará com base na “especialização inteligente”.

A convergência das atividades de cada instituição em potencial de cooperação, apoio ao produtor rural não organizado, governança, produção instalada e inovação foram alguns dos pontos colocados pelos participantes. Bem como, a produção do cacau e a possibilidade de inovar com a mecanização na produção cacaueira, com o uso de máquinas e equipamentos agrícolas para otimizar e agilizar os processos.

“O Brasil é um parceiro estratégico da União Europeia. A intenção desse trabalho é repassar experiências e aumentar a cooperação, em nível regional, com os países da União. Esse Workshop já foi realizado em Pernambuco e no Paraná. No caso do Pará, há uma expectativa de que o trabalho de cooperação dentro desse projeto se dê mais diretamente com a região do Nordeste da Romênia, que cria, transfere e implementa a inovação de forma sistêmica em 5 áreas, que são: TIC, biotecnologia, agroalimentar, têxtil e turismo”, afirmou André Barbosa.

O encontro contou com as presenças de diretores e servidores da Sectet e órgãos parceiros.

Via: SECTET

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Belém+30

Sectet - seg, 27/08/2018 - 15:59
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Abertas inscrições gratuitas para Curso Técnico Têxtil em Castanhal

Sectet - sex, 17/08/2018 - 14:24
17/08/2018

Estão abertas as inscrições para o Curso Técnico Têxtil, ofertado por meio do Programa Pará Profissional para formar mão de obra voltada ao setor de produção têxtil na Região de Integração Guamá, em especial no município de Castanhal. O curso, de caráter teórico-prático, iniciará no dia 14 de setembro deste ano é terá carga horária total de 1.340 horas, sendo 80% dela na modalidade a distância e 20% na modalidade presencial.  

Ao todo são 50 vagas e os interessados devem possuir o Ensino Médio completo, acesso à internet e disponibilidade para participar de encontros presenciais para realizar atividades práticas e avaliativas. O curso conta com a parceria da Companhia Têxtil de Castanhal (CTC) e será executado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). 

As inscrições podem ser efetuadas até o dia 31 de agosto e podem ser realizadas pelo endereço eletrônico: cursos.sectet.pa.gov.br, ou por meio do envio da ficha de pré-inscrição para o correio eletrônico: prematricula.paraprofissional@sectet.pa.gov.br. A efetivação da matrícula se dará por meio da confirmação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), através do envio do comprovante de pré-inscrição (somente via e-mail) e a apresentação dos selecionados, munidos de seus documentos pessoais, à Unidade de Ensino do SENAI/PA do município de Castanhal.

O edital completo, assim como os demais documentos e informações sobre o processo de inscrição, estão disponíveis AQUI.

Texto: Igor de Souza (Ascom/Sectet)

 

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9ª edição da Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação bate recorde de público

Sectet - sab, 11/08/2018 - 00:19
11/08/2018

Populações tradicionais, experimentos científicos, apresentações multiculturais e trocas de experiências marcaram a 9ª edição da Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), evento organizado anualmente pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet). A edição deste ano bateu recorde de público com 20 mil visitantes durante três dias de realização do evento, que integrou o congresso internacional “Belém +30” entre os dias 08 a 10 de agosto, no Hangar. 

O objetivo da Feira paraense é o de promover a popularização do ensino de ciência e tecnologia no Estado e mostrar como a tríade CT&I está presente em todos os momentos do nosso cotidiano. Com o “Belém +30”, a Feira expandiu seu público ao receber visitantes de mais de 45 países, além de povos tradicionais, como indígenas, quilombolas e ciganos. 

“O mais importante de tudo foi a possibilidade de demonstrar, na prática, as amplas possibilidades de integração entre o conhecimento científico e o conhecimento tradicional a partir do diálogo e o respeito mútuo para buscar um desenvolvimento inclusivo e sustentável”, opinou o diretor de ciência e tecnologia da Sectet, Marco Antônio Lima. 

Destaques - Universidades, empresas e instituições paraenses de ensino e pesquisa se distribuíram em 30 estandes, apresentando seus projetos e atividades ligados à área de CT&I. Um dos destaques na programação da Feira foi o VET KIDS, projeto de extensão da Universidade Federal Rural da Amazônia. O objetivo da iniciativa é proporcionar maior entendimento acerca do cuidado com os animais domésticos por meio da simulação de um hospital veterinário.

“Simulamos vários procedimentos de um hospital para chamar a atenção, por exemplo, sobre conceitos acerca da proteção de animais e do homem no que tange a transmissão de doenças. O projeto é voltado ao público infantil e ao participar de uma Feira como essa, conseguimos atender um número muito maior de crianças”, afirmou o coordenador do projeto, Reinaldo Viana.

Outro destaque foi a realização do projeto “Sexta com Ciência”, iniciativa da Sectet para debater sobre temas importantes que visam o desenvolvimento do Pará a partir do espírito inovador, da prática científica e do uso da tecnologia em favor da redução das desigualdades sociais. O tema discutido foi “O diálogo entre as populações tradicionais, a Ciência e a Tecnologia na Amazônia”, e contou com a apresentação de membros da Organização Social BioTec-Amazônia, do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) e representantes de comunidades do Combú e Abacatal.

“Estamos abertos ao diálogo a partir do respeito à natureza e às nossas tradições. Deve-se, por exemplo, pensar, em conjunto com a comunidade, tecnologias baratas voltadas para pequenos produtores nas comunidades ribeirinhas, pois tudo é muito manual e dificulta a verticalização das cadeias produtivas, como o cacau e o açaí, por exemplo”, pontuou a moradora da Ilha do Combú, Izete Costa, mais conhecida como Dona Nena.

Além da Feira Estadual de CT&I, o “Belém +30” também agregou o XVI Congresso Internacional de Etnobiologia, o XII Simpósio Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia e a I Feira Mundial da Sociobiodiversidade. Palestras, sessões acadêmicas, mesas de trabalho, sessão de pôsteres, minicursos e uma extensa programação artístico-cultural com apresentações de carimbó, lundu, marujada, guitarrada, capoeira, tambor de crioula, cordão de pássaros, bois, entre várias outras manifestações, marcaram o evento. 

O graduando Daniel Menezes veio do Maranhão para participar do congresso internacional e fez questão de visitar cada estande da Feira Estadual de CT&I. “É muito gratificante essa troca de experiências, tanto para quem expõe quando para quem recebe as explicações dos pesquisadores e graduandos, pois é o resultado da produção acadêmica deles se expandindo para o mundo e ganhando outras interpretações que podem auxiliar no futuro da pesquisa apresentada”, opinou o estudante. 

A Feira Estadual de CT&I contou com o patrocínio do Banco do Estado do Pará (Banpará), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), da Faculdade Ideal e do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa).

Texto: Igor de Souza (Ascom-Sectet)

 

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9ª Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação inicia no Hangar

Sectet - qui, 09/08/2018 - 00:22
09/08/2018

A 9ª edição da Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação iniciou na noite desta terça-feira, dia 07, na ocasião cerimônia de abertura do evento internacional “Belém+30”, o qual agrega ainda o XVI Congresso Internacional de Etnobiologia, o XII Simpósio Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia e a I Feira Mundial da Sociobiodiversidade. Mais de 1.500 participantes estiveram presentes no Hangar Centro de Convenções da Amazônia para prestigiar o debate inicial sobre o tema do evento: os direitos dos povos indígenas e populações tradicionais e a conservação da biodiversidade três décadas após a Declaração de Belém.

“A Carta de Belém foi redigida em 1988 por pesquisadores, ambientalistas e representantes indígenas de 25 países. Trinta anos depois, conseguimos reunir pessoas de mais de 40 países, tornando o ‘Belém +30’ muito mais do que um congresso. Queremos sair daqui com a Declaração de Belém revisada e renovada, contendo linhas que respeitem cada vez mais os direitos dos povos tradicionais”, afirmou o professor e presidente da organização do evento, Flávio Barros, que abriu a cerimônia.

A Feira Estadual é organizada anualmente pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), que convida as principais instituições de ensino e pesquisa do Pará, empresas e órgãos ligados ao setor para expor seus principais projetos com o objetivo de popularizar a ciência. Já o Belém +30 é organizado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), em parceria com diversas outras instituições de ensino e pesquisa do Brasil e de vários países.

“Decidimos nos unir ao Belém+30 por ele representar uma oportunidade única ao público da Feira Estadual de interagir com diversas matrizes étnicas acerca de um tema tão importante na atualidade. Esperamos que o diálogo travado aqui entre pesquisadores, estudantes e os povos tradicionais possa ser um norte para a construção de uma nova consciência de sociedade, em que a floresta em pé possua mais valor que uma floresta derrubada, por exemplo”, declarou o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello, na abertura do evento.

Compuseram, também, a mesa de abertura o reitor da UFPA, Emmanuel Tourinho, a diretora do MPEG, Ana Albernaz, o presidente da Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia, Gustavo Soldati, a professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Elaine Elisabetsky, e representantes dos povos tradicionais, entre eles o Cacique Raoni Metuktire e a indígena do povo Kaingang, Iracema Katej, que foi aplaudida de pé após sua fala sobre a degradação das florestas brasileiras e a proteção dos povos indígenas.  

Programação – Até o dia 10 de agosto, o público visitante da Feira de CT&I poderá conferir 30 estandes com exposições de trabalhos e experimentos que visam despertar o interesse pela Ciência e pelo espírito inovador. A Universidade Federal Rural da Amazônia, por exemplo, trouxe para a Feira a exposição de tecnologias sociais de baixo custo capazes de transformar a vida das pessoas, como o sistema de captação de água de chuva e o Banheiro Ecológico Ribeirinho (BER), alternativa de saneamento que transforma fezes e urina, vetores de doenças, em adubo orgânico.

No dia 10 de agosto, às 8h30, a Feira realizará uma edição do “Sexta com Ciência”, um projeto Sectet para debater sobre temas importantes que visam o desenvolvimento do Pará a partir do espírito inovador, da prática científica e do uso da tecnologia em favor da redução das desigualdades sociais. O tema trazido para esta edição será “O diálogo entre as populações tradicionais, a Ciência e a Tecnologia na Amazônia”, e contará com a apresentação de membros da Organização Social BioTec-Amazônia, do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) e representantes de comunidades do Combú e Abacatal.

O Belém+30 irá oferecer ao público palestras, sessões acadêmicas, mesas de trabalho, sessão de pôsteres, minicursos e uma extensa programação artístico-cultural com apresentações de carimbó, lundu, marujada, guitarrada, capoeira, tambor de crioula, cordão de pássaros, bois, entre várias outras manifestações.

A Feira Estadual de CT&I está aberta ao público das 9h às 19h, no Hangar, e conta com o patrocínio do Banco do Estado do Pará (Banpará), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), da Faculdade Ideal e do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa). Mais informações sobre o evento no site: http://semanact.pa.gov.br. Confira a programação completa do Belém+30 no site: www.ise2018belem.com.

Texto: Igor de Souza - Ascom Sectet

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Programa Pará Profissional é finalista do Prêmio Excelência em Competitividade

Sectet - ter, 07/08/2018 - 11:49
07/08/2018

O Programa Pará Profissional, o qual é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), é um dos seis finalistas da terceira edição do Prêmio Excelência em Competitividade - Destaque Boas Práticas, organizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O objetivo do prêmio é dar destaque a projetos que têm mudado o Brasil e ajudado o país na consolidação de uma nação mais próspera e competitiva.

Conforme previsto no edital do Prêmio, foram feitas duas avaliações. A primeira consistiu em verificar se as boas práticas inscritas atendiam aos pré-requisitos: serem políticas estaduais e fornecerem informações completas sobre sua execução. Já a segunda triagem foi feita sobre os critérios de potencial de institucionalização ou legado, equidade, replicabilidade e escalabilidade, inovação, competitividade e resultados. O CLP recebeu mais de 90 inscrições, das quais somente seis foram escolhidas como finalistas.

Além do Pará, com o Programa Pará Profissional, os estados de Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal também estão concorrendo ao Prêmio, com projetos voltados a melhoria da gestão pública, da gestão escolar, da ouvidoria, da segurança no trabalho e da arrecadação de impostos.

O Programa - O programa Pará Profissional foi instituído pela Lei nº 8.427, de 16 de novembro de 2016, descrito como um dos principais instrumentos de superação das desigualdades inter-regionais, com a finalidade de ofertar educação profissional e tecnológica nas diversas modalidades a fim de consolidar, ampliar e verticalizar as cadeias produtivas aos eixos prioritários de desenvolvimento no Estado.

“Creio que o Estado só avança em seu patamar de desenvolvimento quando as pessoas melhoram suas condições de vida, e não há forma mais efetiva para isso do que pela educação e pela qualificação profissional. Fico muito feliz que o Pará Profissional tenha sido reconhecido nacionalmente por meio desse Prêmio. Isso é um mérito da dedicação e engajamento de todos que trabalham em prol do Programa”, afirma a secretária adjunta da Sectet, Maria Amélia Enriquez.  

Dos seis projetos finalistas, três serão premiados na cerimônia de Lançamento da 7ª Edição do Ranking de Competitividade dos Estados, que será realizada no dia 14 de setembro, às 9h, em São Paulo.

Texto: Igor de Souza - Ascom Sectet

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Feira Estadual de Ciência e Tecnologia e Inovação inicia nesta quarta-feira no Hangar

Sectet - seg, 06/08/2018 - 13:12
06/08/2018

A capital paraense recebe, entre os dias 7 e 10 de agosto, o Belém+30, evento internacional no qual a 9ª Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) está inserida em 2018. O Belém+30 inclui ainda o XVI Congresso Internacional de Etnobiologia, o XII Simpósio Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia e a I Feira Mundial da Sociobiodiversidade.

A Feira estadual é organizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e, todos os anos, é realizada em outubro, acompanhando a programação da Semana Nacional de CT&I. Entretanto, por ocasião da sua inserção no evento internacional, a Feira Estadual foi antecipada e ocorrerá do dia 08 ao dia 10 de agosto.

O evento principal tem como tema central, os direitos dos povos indígenas e populações tradicionais e a conservação da biodiversidade três décadas após a Declaração de Belém. O principal objetivo é refletir sobre as conquistas e os desafios da Carta de Belém, após o primeiro encontro internacional de Etnobiologia, ocorrido na capital paraense em 1988. Acompanhando o tema, a Feira de CT&I vai procurar mostrar como tradição e ciência podem estar mais próximas do que se imagina. 
China, Quênia, Hungria, Tailândia, Estados Unidos, Holanda, México, Argentina, Portugal, Canadá, França, Equador, Tadjiquistão, Reino Unido, Suriname, Japão, Angola, Argentina, Nova Zelândia, Guiana Francesa, Finlândia, Chile, Peru, República Popular da China, Austrália, Paraguai, Alemanha, Polônia, Índia e República Guiana estão entre os mais de 40 países que já confirmaram presença no Belém+30.

Programação: A Programação da Feira Estadual de CT&I continua completamente gratuita e aberta ao público de todas as idades. Ao todo, 30 estandes comporão a área destinada a exposição de trabalhos e experimentos de universidades, empresas e das principais instituições paraenses de ensino e pesquisa do Pará. 

No dia 10 de agosto, às 8h30, a Feira realizará uma edição do “Sexta com Ciência”, um projeto Sectet para debater sobre temas importantes que visam o desenvolvimento do Pará a partir do espírito inovador, da prática científica e do uso da tecnologia em favor da redução das desigualdades sociais. O tema trazido para esta edição será “O diálogo entre as populações tradicionais, a Ciência e a Tecnologia na Amazônia”, e contará com a apresentação de membros da Organização Social BioTec-Amazônia, do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) e representantes de comunidades do Combú e Abacatal.

Durante os quatro dias oficiais do evento, na capital paraense, o Belém+30 também vai oferecer ao público palestras, sessões acadêmicas, mesas de trabalho, sessão de pôsteres, minicursos e uma extensa programação artístico-cultural com apresentações de carimbó, lundu, marujada, guitarrada, capoeira, tambor de crioula, cordão de pássaros, bois, entre várias outras manifestações. O objetivo é proporcionar o intercâmbio e o fortalecimento da identidade cultural, a partir da diversidade dos grupos étnicos de várias partes do planeta. 

O Belém+30 é promovido pela Sociedade Internacional de Etnobiologia (ISE) e a Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia (SBEE). Em Belém, a organização é da Universidade Federal do Pará (UFPA), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), em parceria com diversas outras instituições de ensino e pesquisa da região, incluindo a Sectet, a Universidade Estadual do Pará (UEPA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). A Feira Estadual de CT&I conta com o patrocínio do Banco do Estado do Pará (Banpará), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), da Faculdade Ideal (Faci) e do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa). 

Serviço: A Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação ocorrerá no período de 8 a 10 de agosto, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém, das 9h às 19h. A visitação é gratuita. Mais informações no site da Feira (http://semanact.pa.gov.br/) e no site do Belém +30 (www.ise2018belem.com). 

Texto: Ascom/Sectet com informações da Ascom/Belém+30

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