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Atualizado: 2 horas 25 minutos atrás

Região Xingu recebe Encontro de Educação Profissional

qui, 21/06/2018 - 14:51
Informações: 

 

A região Xingu é a próxima a receber o Encontro Estadual de Educação Profissional, promovido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet). O evento será sediado pelo município de Brasil Novo e vai ocorrer nesta sexta-feira, 15, de 8h às 17h30, no auditório da Prefeitura, localizado na Avenida Castelo Branco, nº 831, Bairro Centro.

O Encontro visa proporcionar de forma conjunta, discussões acerca da realização do Programa Pará Profissional e estabelecer experiências de políticas públicas, de modo a envolver educação profissional e tecnologia.

A iniciativa também busca contribuir para o fortalecimento das cadeias estratégicas de desenvolvimento regional, a partir do levantamento de demandas de vagas para as ofertas de cursos profissionalizantes nos setores da indústria, comércio e serviços, atividades rurais e aqueles ligados a outras atividades produtivas.

Os encontros, que tiveram início no dia 24 de abril, na região Lago de Tucuruí, no município de Tucuruí, chegaram no dia 26 de abril à região Rio Capim, no município de Ulianópolis; dia 3 de maio foi a vez da região Rio Caeté, em Bragança; dia 15 de maio, foi na região de Carajás, no município de Canaã dos Carajás; 17 de maio na região do Araguaia, sendo Xinguara a sede; no dia 8 de junho, ocorreu o Encontro referente às regiões Baixo Amazonas e Tapajós, tendo Santarém como sede; e, no dia 13 de junho, na região do Marajó, em Breves. A última edição do Encontro será referente às regiões Guajará, Guamá e Tocantins. O evento ocorre em Belém no dia 26 de junho.

O Pará Profissional, instituído pela Lei no 8.427, de 16 de novembro de 2016, é descrito como um dos principais instrumentos de superação das desigualdades inter-regionais, com a finalidade de ofertar educação profissional e tecnológica nas diversas modalidades, a fim de consolidar, ampliar e verticalizar as cadeias produtivas aos eixos prioritários de desenvolvimento no Estado.

Durante pouco mais de um ano de existência, o Programa ampliou e flexibilizou a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica em todo o estado, levando em consideração as demandas sociais existentes, as vocações produtivas regionais e a necessidade de se criar maiores oportunidades de emprego e renda.

Serviço

Encontro Estadual de Educação Profissional
Local: Auditório da Prefeitura Municipal
Endereço: Av. Castelo Branco, nº 831, Bairro Centro - Brasil Novo.
Horário: 8h30 às17h30

Texto: Maryane Brito (Ascom/Sectet)

Por Fernanda Graim

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Santarém sedia primeiro Encontro Estadual de Educação profissional e tecnológica da região

qui, 21/06/2018 - 14:47
Informações: 

 

Santarém sedia primeiro Encontro Estadual de Educação profissional e tecnológica da região.

Clique na imagem abaixo e assista o  vídeo:

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Projeto “Diálogos da Inovação” inicia com discussão sobre os Arranjos Produtivos Locais

qui, 21/06/2018 - 14:46
21/06/2018

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) iniciou hoje, 21, mais uma ação voltada para fomentar Ambientes de Inovação no Pará, no âmbito do Programa Inova Pará. Intitulado “Diálogos da Inovação”, o projeto trouxe, na sua 1ª edição, o tema "Arranjos e Sistemas Produtivos e Inovativos Locais como Estratégia de Desenvolvimento", e contou com a participação de servidores da Sectet e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), que dialogaram sobre conceitos e projetos inovadores relativos aos Arranjos Produtivos Locais (APLs)

“Esse projeto tem como principal propósito o de discutir, mensalmente, conceitos que podem ajudar no desenvolvimento de projetos inovadores no âmbito das cadeias produtivas trabalhadas no Pará. No evento de hoje, é fundamental entender, por exemplo, a diferença entre Cadeia Produtiva e Arranjo Produtivo Local, este se caracterizando por estar geograficamente concentrado e por ser um espaço de interação entre diferentes entidades”, explicou o Diretor de Ciência e Tecnologia da Sectet, Marco Antônio Lima, na abertura do evento.

Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) são aglomerações territoriais de agentes econômicos, políticos e sociais, com foco em um conjunto específico de atividades econômicas que apresentam vínculos. Geralmente envolvem a participação e a interação de empresas que podem ser desde produtoras de bens e serviços finais até fornecedoras de insumos e equipamentos, prestadoras de consultoria e serviços, entre outros. Estão inclusos em organizações públicas e privadas voltadas para formação e capacitação de recursos humanos.

A Sedeme possui o Núcleo Estadual de Apoio aos APLs (NEAPL), cujas realizações foram apresentadas no evento pelo Diretor de Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços da Sedeme, Raimundo Sergio de Menezes Santos. “Por meio de incentivos fiscais, assessoramento de planejamentos estratégicos e apoio na realização de eventos e projetos inovadores, o Núcleo vem trabalhando o fortalecimento de diversos APLs no Estado, como os de cacau e chocolate, laticínios, gemas, pesca e aquicultura, mandioca, alimentação fora do lar, entre outros”, disse o Diretor.

Ao final do evento foi apresentado um caso de sucesso em APL de alimentação fora do lar, o qual foi criado em 2016 com o apoio da Sedeme e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel PA). O empresário Nazareno Alves, dono de uma rede de restaurante local, apresentou as conquistas que obteve ao participar do APL. “Nosso principal chamativo é a forma de apresentar e vender um dos principais pratos típicos do Pará, que é o açaí. Uma vez dentro do APL, investimos muito na capacitação dos nossos colaboradores e isso foi fundamental para o nossa expansão”, afirmou o empresário.  

O projeto “Diálogos da Inovação” continuará neste mês de junho. A 2ª edição do evento ocorrerá dia 28, às 9h, na Faepa, e trará o tema “Perspectivas de Desenvolvimento do Setor de Pesca e Aquicultura na Região do Nordeste Paraense”. A entrada é gratuita.

Texto: Igor de Souza – Ascom Sectet

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Encontro discute a oferta de cursos para qualificar a mão de obra na região Oeste

qui, 21/06/2018 - 14:43
Informações: 

 

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) reuniu nesta sexta feira (08) os municípios que fazem parte das regiões de integração do Baixo Amazonas e Tapajós no I Encontro Estadual de Educação Profissional e Tecnológica para ouvir as demandas em relação aos cursos necessários para a qualificação da mão de obra, no âmbito do programa Pará Profissional, importante política pública do Governo do Estado para o desenvolvimento socioeconômico.

O Encontro foi realizado no auditório do Centro Regional de Governo do Baixo Amazonas, em Santarém, um dos parceiros do evento, juntamente com a Prefeitura local. De acordo com o diretor de Educação Profissional e Tecnológica da Sectet, Luís Blasques, o Pará Profissional precisa da contribuição dos municípios, representados pelas prefeituras, setor produtivo, instituições de ensino, entidades do terceiro setor e demais atores, para que possa ofertar cursos, que atendam aos anseios e contribuam para capacitar e qualificar os postulantes a uma colocação.

"Estamos consolidando o programa Pará Profissional em todas as regiões de integração do Governo do Estado, e nesse momento aqui na região do Baixo Amazonas e Tapajós estamos ouvindo a sociedade para nos ajudar a identificar as demandas para o próximo semestre e para o próximo ano em relação qualificação profissional, já preparando as etapas do programa", informa o diretor da Sectet.

Análise da demanda

Durante o Encontro, o diretor da Sectet demonstrou a necessidade da apresentação da oferta sobre a demanda qualificada, a partir da análise de forças, oportunidades, fraquezas e ameaças, a partir da análise de um cenário específico (análise Swot).

Por isso, na segunda parte do Encontro, os representantes foram divididos em grupos para analisar o que de mais importante os municípios poderiam absorver. Esta oportunidade foi destacada pela representante do município de Novo Progresso, na região do Tapajós, titular da Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Trânsito, Gisela Bringmann.

De acordo com a secretária, o Pará Profissional é um programa construído a partir dos anseios e prioridades apontadas pelos municípios e mesmo com a grande distância da sede do Centro de Governo – são 782, 5 km de Santarém – Novo Progresso não poderia deixar de participar.

“O município de Novo Progresso é um dos mais distantes de Santarém e a gente vem aqui, também, em busca do conhecimento para replicá-lo. Hoje, além da vocação para o garimpo, o município é produtor de soja e arroz e estamos aproveitando o que as primeiras atividades deixaram para o processo de industrialização e, também, para o comércio, por isso há a necessidade de termos mão de obra qualificada”, explica a secretária, que na ocasião representou a Prefeitura local.

Mercado de trabalho

O Pará Profissional, programa instituído por meio da Lei Estadual nº 8.427/2016, já qualificou 3.941 pessoas, de 47 municípios, em cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), atendendo a demanda de 21 setores da economia paraense.

Na região oeste, 472 pessoas de cursos ligados aos setores da agricultura; construção civil; energia; logística; saúde e estética; indústria automobilística; gestão e negócios e turismo e gastronomia receberam certificação, entre elas 43 concluintes da área de estética (Corte Masculino com Máquina e Design de Sombrancelha e Embelezamento de Cílios), realizados na sede do Serviço Nacional deAprendizagem Comercial (Senac), em Santarém, um dos parceiros do Pará Profissional, juntamente com outras instituições vinculadas ao chamado Sistema “S”.

A qualificação de possíveis candidatos aos postos de trabalho é um ganho para a iniciativa privada. O trabalho desenvolvido pelo Pará Profissional é enaltecido pela Mineração Rio do Norte (MRN), uma das gigantes da área de mineração, com sede no distrito de Porto Trombetas, município de Oriximiná, no Baixo Amazonas.

De acordo com o coordenador de RH da empresa, Leandro Ribeiro, a MRN busca incessantemente por profissionais que estejam aptos a preencher os postos de trabalho. “O Pará Profissional tem essa realidade, diferente de outros programas, que é ouvir e atender a necessidade que a gente tem. Nós, enquanto empresa e posicionada dentro do mercado da região, carecemos muito de mão de obra qualificada. Muitas vezes, em alguns cargos, acabamos tendo a necessidade em buscar profissionais fora da região, justamente pela falta da qualificação. Já tivemos no ano passado a oportunidade de formar profissionais pelo Pará Profissional. A experiência foi muito boa e parte dessa mão de obra já conseguimos contratar outra parte eram profissionais que precisavam de uma atualização. O grande desafio agora é absorver essa mão de obra, não apenas para a empresa, mas para outras regiões do estado”, observa o coordenador de RH da MRN.

Depois do Baixo Amazonas e Tapajós, os próximos encontros serão realizados no dia 13 de junho na região do Marajó, tendo como sede o município de Breves; no dia 15, na região do Xingu, sendo Brasil Novo a sede. Por último, no dia 26, Belém sedia o Encontro referente às regiões do Guajará, Guamá e Tocantins.

Por Samuel Alvarenga

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Última edição de 2018 do Encontro Estadual de Educação Profissional ocorre no dia 26 de junho

qui, 21/06/2018 - 14:40
21/06/2018

Na próxima terça-feira (26), Belém será sede da última edição de 2018 do “Encontro Estadual de Educação Profissional e Tecnológica”, organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet). Desta vez, o Encontro reúne representantes das regiões de integração Guajará, Guamá e Tocantins.

O evento tem o intuito de promover, de forma conjunta e articulada, uma discussão sobre a execução do Programa Pará Profissional como exercício e experiência de política pública de Educação Profissional e Tecnológica para o desenvolvimento inter-regional, inclusão produtiva e oportunidades para o mundo do trabalho.

As três regiões agregam diversas fontes produtivas de serviços, e estas podem apresentar um resultado muito melhor se forem qualificadas por meio de cursos profissionalizantes e afins.

Na oportunidade estarão presentes o titular e a adjunta da Sectet, Alex Fiúza de Mello e Maria Amélia Enríquez; o titular da Secretaria de Desenvolvimento, Mineração e Energia (Sedeme), Eduardo Leão; o adjunto da Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), Everson Souza, entre outras autoridades, empresários, representantes das prefeituras dos 34  municípios que compõem as regiões em questão, dos setores produtivos, de associações de trabalhadores, professores, instrutores e pesquisadores.

As demais edições do Encontro ocorreram no dia 24 de abril, na região Lago de Tucuruí, no município de Tucuruí; no dia 26 de abril, na região Rio Capim, sendo Ulianópolis a sede; no dia 3 de maio, foi a vez da região Rio Caeté, em Bragança; no dia 15 de maio, foi na região de Carajás, no município de Canaã dos Carajás; em 17 de maio na região do Araguaia, sendo Xinguara a sede; no dia 8 de junho, ocorreu o Encontro referente às regiões Baixo Amazonas e Tapajós, tendo Santarém como sede; no dia 13 de junho, na região do Marajó, em Breves e, no dia 15 de junho, na região Xingu, sendo a sede Brasil Novo.

Dentro da programação do último Encontro, ocorrerá ainda a certificação de 55 concluintes dos três cursos oferecidos no âmbito do Programa Pará Profissional. Sendo 23 concluintes do curso de Turismo Religioso; 15 de Confeiteiro e 17 do curso de Design de Mechas.

Programa - O Pará Profissional, instituído pela Lei no 8.427, de 16 de novembro de 2016, é descrito como um dos principais instrumentos de superação das desigualdades inter-regionais, com a finalidade de ofertar educação profissional e tecnológica nas diversas modalidades a fim de consolidar, ampliar e verticalizar as cadeias produtivas aos eixos prioritários de desenvolvimento no Estado.                                                                                     

Durante pouco mais de um ano de existência, o Programa ampliou e flexibilizou a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica em todo o estado, levando em consideração as demandas sociais existentes, as vocações produtivas regionais e a necessidade de se criar maiores oportunidades de emprego e renda.

Serviço:

Data: 26/06/18

Local: Auditório da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa)

Endereço: Tv. Quintino Bocaiúva, 1588. Nazaré – Belém/ PA.

Horário: 8h30 às 17h30

 

Texto: Maryane Brito (Ascom/Sectet)

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Feira Estadual de CT&I e Belém+30 são lançados oficialmente na capital paraense

qui, 21/06/2018 - 13:49
21/06/2018

Na manhã desta quinta-feira (21), em Belém, foi dada a largada para a realização da 9ª Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), organizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet). Este ano, a Feira, que ocorre tradicionalmente em outubro, será realizada entre os dias 7 e 10 de agosto no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, pois está inserida na programação do evento internacional intitulado Belém+30, o qual congrega ainda o XVI Congresso Internacional de Etnobiologia, o XII Simpósio Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia e a I Feira Mundial da Sociobiodiversidade.

O Belém+30 tem como tema central “Os direitos dos povos indígenas e populações tradicionais e a conservação da biodiversidade três décadas após a Declaração de Belém”. O principal objetivo é refletir sobre as conquistas e os desafios da Carta de Belém, três décadas depois do primeiro encontro internacional de Etnobiologia, ocorrido na capital paraense. Acompanhando o tema, a Sectet vai procurar mostrar como tradição e ciência podem estar mais próximas do que se imagina.

Durante o lançamento do evento, o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello, destacou que o objetivo da Feira Estadual de CT&I é disseminar o valor da ciência e tecnologia junto à sociedade. “Também é uma forma de que a população paraense e os visitantes do evento internacional tenham a oportunidade de assimilar, cada vez mais, a importância do conhecimento seja ele popular, tradicional, científico. Além disso, a Amazônia é um tema global no que representa em termos ecológicos, biológicos e o nosso grande desafio é desenvolver uma economia mantendo a floresta em pé e a preservação da floresta deve estar associada ao seu uso inteligente por meio do conhecimento. Ou nós geramos uma civilização florestal moderna com a preservação dos direitos das populações tradicionais ou a história será implacável contra aquilo que é este patrimônio da humanidade”, complementou.

A programação do lançamento também foi marcada pela palestra "Belém, Biodiversidade, Direitos Indígenas: 30 anos Depois", proferida pelo pesquisador Charles Clement, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Ele participou da primeira edição do Congresso Internacional de Etnobiologia, realizada na capital paraense em 1988. Assim, ajudou na concepção e elaboração da Declaração de Belém, pensada por pesquisadores das ciências sociais e naturais, ambientalistas e representantes indígenas de 25 países que na época marcaram presença no congresso. Hoje, a Declaração de Belém norteia o trabalho dos pesquisadores em relação à garantia dos direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais.

O Belém+30 é promovido pela Sociedade Internacional de Etnobiologia (ISE) e a Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia (SBEE). Em Belém, a organização é da Universidade Federal do Pará (UFPA), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), em parceria com diversas outras instituições de ensino e pesquisa da região, incluindo a Sectet, a Universidade Estadual do Pará (UEPA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

China, Quênia, Hungria, Tailândia, Estados Unidos, Holanda, México, Argentina, Portugal, Canadá, França, Equador, Tadjiquistão, Reino Unido, Suriname, Japão, Angola, Argentina, Nova Zelândia, Guiana Francesa, Finlândia, Chile, Peru, República Popular da China, Austrália, Paraguai, Alemanha, Polônia, Índia e República Guiana estão entre os mais de 45 países que já confirmaram presença no evento internacional.

Programação: A Programação da Feira Estadual de CT&I continua completamente gratuita e aberta ao público de todas as idades. Na última edição, em 2017, a Feira atingiu mais de 15 mil visitantes. Para 2018, a expectativa é que este número se multiplique, tendo em vista que serão quatro eventos em um. Durante os quatro dias oficiais do evento, na capital paraense, o Belém+30 também vai oferecer ao público palestras, sessões acadêmicas, mesas de trabalho, sessão de pôsteres, minicursos e uma extensa programação artístico-cultural com apresentações de carimbó, lundu, marujada, guitarrada, capoeira, tambor de crioula, cordão de pássaros, bois, entre várias outras manifestações. O objetivo é proporcionar o intercâmbio e o fortalecimento da identidade cultural, a partir da diversidade dos grupos étnicos de várias partes do planeta.

Texto: Fernanda Graim (Ascom/Sectet) com informações da Ascom/Belém+30

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Lançamento do Belém+30 ocorre nesta quinta-feira (21) em Belém

qua, 20/06/2018 - 08:28
20/06/2018

Nesta quinta-feira, 21, ocorre, no Centro de Eventos Bendito Nunes da UFPA, o lançamento do Belém + 30, congresso nos moldes do Fórum Social Mundial, que reunirá participantes de todo o planeta, incluindo povos indígenas de vários países, quilombolas e demais integrantes de populações tradicionais. Cerca de 2 mil pessoas são esperadas para o evento, a maioria vinda de estados brasileiros e países participantes.

O lançamento será uma mostra da grandiosidade do evento que reúne o XVI Congresso Internacional de Etnobiologia, o XII Simpósio Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia, a IX Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e, também, a I Feira Mundial da Sociobiodiversidade. O congresso mistura conhecimentos tradicionais e científicos e terá a participação de várias instituições de ensino e pesquisa da região, sob a coordenação da Universidade Federal do Pará e do Museu Paraense Emílio Goeldi.

No lançamento, haverá apresentação de grupos culturais quilombolas, música, dança, presença de líderes indígenas e experimentos de ciência. Além de reitores e dirigentes de instituições de ensino e pesquisa da região, estarão presentes representantes da Sociedade Internacional de Etnobiologia, que tem sede nos EUA.

A programação de lançamento também será marcada pela palestra "Belém, Biodiversidade, Direitos Indígenas: 30 anos Depois", que será proferida pelo pesquisador Charles Clement, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA. Ele participou da primeira edição do Congresso Internacional de Etnobiologia, realizada na capital paraense em 1988. Assim, ajudou na concepção e elaboração da Declaração de Belém, pensada por pesquisadores das ciências sociais e naturais, ambientalistas e representantes indígenas de 25 países que na época marcaram presença no congresso. Hoje, a Declaração de Belém norteia o trabalho dos pesquisadores em relação a garantia dos direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais.

“A Declaração de Belém, inclusive, teve influência em alguns artigos da Convenção da Diversidade Biológica, um documento, que muitos países assinaram, sobre essa questão dos direitos dos povos tradicionais. Por tanto, a declaração é uma espécie de regimento a ser seguido e a ser observado com afinco pelos pesquisadores. A gente sabe que as leis, hoje, estão cada vez mais sendo reformatadas no sentido de condicionar essas comunidades tradicionais que são detentoras desse conhecimento sobre a biodiversidade”, afirma o professor e pesquisador da UFPA, Flávio Barros, da Comissão Organizadora do Belém+30.  

O Belém+30 vai ser realizado no período de 7 a 10 de agosto, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, na capital paraense. Mais de 40 países já confirmaram presença nesta edição do congresso, incluindo: China, Quênia, Hungria, Tailândia, Estados Unidos, Holanda, México, Argentina, Portugal, Canadá, França, Equador, Tadjiquistão, Reino Unido, Suriname, Japão, Angola, Argentina, Nova Zelândia, Guiana Francesa, Finlândia, Chile, Peru, República Popular da China, Austrália, Paraguai, Alemanha, Polônia, Índia, República Guiana, Colômbia, Quirquistão, Suécia, Croácia, Republica da África do Sul, Espanha, Mocambique.      

Com o tema central "Belém +30: os direitos dos povos indígenas e as populações tradicionais e o uso sustentável da biodiversidade, três décadas após a Declaração de Belém", o principal objetivo do evento é refletir sobre as conquistas e os desafios da carta de Belém, três décadas depois do primeiro encontro internacional de Etnobiologia.

Para o professor Flávio Barros, hoje a biodiversidade gera na geopolítica global muitos conflitos de interesse. “Por um lado, tem o grande capital, o agronegócio ou as grandes empresas querendo se apropriar de maneira capitalizada da biodiversidade, para uma perspectiva de lucro. Por outro lado, temos as comunidades tradicionais, os agricultores, os povos indígenas que mantém um outro tipo de relação com a natureza. É uma biodiversidade que é útil a reprodução da vida, tanto no campo material como simbólico. E essa biodiversidade tem o objetivo principal de trazer o bem viver para essas pessoas”.   

Programação Belém+30: Durante os quatro dias oficiais do evento, em Belém, o público vai participar de palestras, sessões acadêmicas, mesas de trabalho, sessão de pôsteres, minicursos e uma extensa programação artístico-cultural com apresentações de carimbó, lundu, marujada, guitarrada, capoeira, tambor de crioula, cordão de pássaros, bois, entre várias outras manifestações. O objetivo é proporcionar o intercâmbio e o fortalecimento da identidade cultural, a partir da diversidade dos grupos étnicos de várias partes do planeta e que estarão presentes no Belém+30.  Entre as principais atrações do encontro, destaque ainda para a primeira feira mundial só com produtos da sociobiodiversidade. A intenção é promover a produção familiar e a forma como as comunidades se relacionam com a floresta para a obtenção de seus patrimônios, sejam alimentares, material ou imaterial.

O evento é promovido pela Sociedade Internacional de Etnobiologia (ISE) e a Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia (SBEE). Em Belém, a organização é da Universidade Federal do Pará (UFPA), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), em parceria com diversas outras instituições de ensino e pesquisa da região, incluindo a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet, a Universidade Estadual do Pará (UEPA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Incrições e informações em www.ise2018belem.com.

Serviço: 

Lançamento Belém+30

Data: 21 de junho de 2018

Hora: 8h30

Local: Centro de Eventos Benedito Nunes da UFPA.

Entrada franca e sem necessidadade de inscrição.  

Texto: Ascom/Belém+30

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Governo retoma debate sobre parque tecnológico na Região de Carajás

ter, 19/06/2018 - 08:23
18/06/2018

Devido ao seu dinamismo econômico, a Região de Integração Carajás – que engloba 12 municípios do sul e sudeste paraense -, requer a instalação de um parque de ciência e tecnologia, que agregue propostas de incubadoras de empresas, centros de excelência, escritórios técnicos e agências de transferência de tecnologia, além de outros investimentos, afirmou Marco Antônio Lima, diretor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), ao apresentar nesta segunda-feira (18), o Programa Inova Pará a membros de instituições do setor produtivo, no Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará, em Marabá.

Marco Antônio Lima esclareceu que “o Programa Inova Pará trata da estruturação de um sistema estadual de inovação, que em um estado grande e complexo como o Pará precisa atender as características específicas de cada região”. Segundo ele, “uma primeira etapa do programa é exatamente identificar as demandas de ciência e tecnologia, ou seja, quais são as atividades que a Secretaria pode contribuir para que o conhecimento científico, gerado nas instituições científicas e tecnológicas, chegue ao setor produtivo, gerando inovação e aumentando a competitividade das empresas. Uma das demandas que surgiu na apresentação foi a retomada do parque de ciência e tecnologia”.

Félix Miranda, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marabá (Sindicom), destacou a importância do Programa Inova Pará na capacitação da mão de obra local, que em sua avaliação é uma das maiores carências da região. “O ‘Inova’ pode ser a solução para que a gente possa pegar nossos jovens, treiná-los e torná-los profissionais. Se você tiver mão de obra competente, as transformações na empresa acontecem. Como as coisas evoluíram muito tecnologicamente, precisamos preparar técnicos para trabalhar na pecuária, no comércio, nos serviços. A gente que tem empresa sente que nossa mão de obra precisa muito de treinamento”, ressaltou Félix Miranda.

Salto em capacitação - Nesse sentido, o secretário de Indústria, Comércio e Mineração de Marabá, Ricardo Pugliese, informou que o Inova Pará vai garantir maior qualificação em Marabá com o Programa Pará Profissional, executado pela Sectet. Um convênio entre Governo do Estado e a Prefeitura de Marabá deve ser assinado ainda neste mês, para garantir cursos profissionalizantes que atendam as demandas do município.

“A gente acredita que isso vai dar um salto importante em termos de capacitação. O Pará Profissional entra sem custos para o município, no processo de capacitação de mão de obra especializada. E, agora, o diretor da Sectet que cuida do Inova Pará está buscando junto ao Centro Regional de Governo, e na nossa Secretaria, uma forma de estabelecer um fórum de discussão das outras atividades do programa. Chegamos à conclusão de um ponto importantíssimo, que está parado, que é a formação do centro tecnológico de Marabá, voltado principalmente para o mercado metal-mecânico e metalúrgico que cobre toda essa Região de Carajás”, destacou Ricardo Pugliese.

O próximo passo é criar um grupo de trabalho para retomar as discussões sobre a implantação do Centro Tecnológico em Marabá, anunciou o coordenador de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção do Centro Regional de Governo do Sudeste, Caetano Reis.

“Vamos tentar criar um grupo de trabalho para poder mobilizar junto às universidades públicas e, a partir disso, ter o braço da Academia, do setor produtivo, junto com o Sistema S, para que a gente possa capacitar mão de obra através do Pará Profissional. Com os fóruns municipais implementados por meio da Governança Compartilhada e Lei de Socioeconomia, vamos trabalhar também as demandas de ciência e tecnologia, de forma coesa com a Sectet, via Centro Regional de Governo, para que a gente possa ver o que necessita ser capitaneado para implementar o parque tecnológico. Nesses quatro primeiros fóruns municipais (Marabá, Tucuruí, Rondon do Pará e Xinguara), vamos tentar trabalhar com a Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará) para fazer o levantamento de outras demandas de ciência e tecnologia”, informou Caetano Reis.

O Sistema S é formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Serviço Social da Indústria (Sesi).

Texto e foto: Kelia Santos (Ascom/CRGSP)

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Sectet realiza primeiro “Diálogos da Inovação”

ter, 19/06/2018 - 08:14
19/06/2018

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), promove nesta quinta-feira (21), às 9h, em seu auditório, o primeiro “Diálogos da Inovação”, com o tema "Arranjos e Sistemas Produtivos e Inovativos Locais como Estratégia de Desenvolvimento".

Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) são aglomerações territoriais de agentes econômicos, políticos e sociais, com foco em um conjunto específico de atividades econômicas que apresentam vínculos. Geralmente envolvem a participação e a interação de empresas que podem ser desde produtoras de bens e serviços finais até fornecedoras de insumos e equipamentos, prestadoras de consultoria e serviços, entre outros. Estão inclusos em organizações públicas e privadas voltadas para formação e capacitação de recursos humanos.

Segundo a coordenadora de Ciência e Tecnologia da Sectet, Amarílis Aragão, o evento busca prover discussões acerca de assuntos importantes no âmbito da inovação, bem como na estruturação de um ambiente inovador. “Antes de pensarmos num ambiente de inovação, precisamos entender o que é um APL. Este será um evento no qual veremos os conceitos sobre o tema e depois os discutiremos dentro das nossas realidades”, frisou a coordenadora.

Programação - Na oportunidade, será ministrada palestra pelo Diretor de Ciência e Tecnologia da Secretaria, Marco Antônio Lima, sobre o “Sistema Paraense de Inovação e Políticas Estaduais de CT&I”. Entre essas políticas destaca-se o Programa Inova Pará, coordenado pela Secretaria e amparado pela Lei Estadual de Inovação (Lei n° 8.426), de 16 de novembro de 2016, que dispõe sobre incentivos à inovação, à pesquisa científica e tecnológica e à engenharia não rotineira, além da política estadual de incentivos fiscais.

O Inova Pará parte da premissa que, para romper com o modelo extrativista, presente na economia paraense, é indispensável que o Estado apoie a criação de Sistemas Regionais de Inovação (SRI) a fim de que propiciem suporte necessário à agregação de valor das cadeias produtivas estratégicas. Em sua concepção, o Programa acredita no potencial produtivo e inovador das distintas regiões do estado.

Continuando a programação, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), que possui no Pará um Núcleo Estadual de APLs, vai apresentar o que são e como funcionam os Arranjos Produtivos Locais (APLs), esclarecendo as dúvidas que possam ocorrer aos presentes. Quem estará a frente da apresentação é o servidor Raimundo Sergio de Menezes Santos

Encerrando o período de exposição, será aberto espaço para um caso de sucesso em APLs, com o também servidor da Sedeme, Lourival da Silva Ribeiro Junior. Em seguida, ocorre o debate entre os participantes.

O evento é aberto ao público em geral. Já confirmaram presença os servidores da Sectet, Sedeme, gestores da Biotec-Amazônia, entres outros parceiros.

Serviço

Local: Auditório da Sectet

Endereço: Av. Presidente Vargas, 1020 – Campina. Belém/PA

Horário: De 9h às 12h

 

Texto: Maryane Brito (Ascom/Sectet)

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Instituições de Ensino e Pesquisa discutem a Nova Lei da Biodiversidade em reunião

seg, 18/06/2018 - 16:09
18/06/2018

Representantes de instituições paraenses de ensino e pesquisa reuniram-se nesta segunda-feira, 18, na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) para discutir as implicações do novo marco legal da biodiversidade, o qual é amparado pela Lei nº Lei nº 13.123, de 2015, e pelo Decreto nº 8.772, de maio de 2016. A reunião foi estimulada pela própria Sectet devido ao término iminente do prazo para adequação, aos termos da nova Lei, daqueles que estudam, usam ou extraem recursos naturais ligados à cadeia da Biodiversidade.

O marco legal da Biodiversidade dispõe sobre o acesso ao patrimônio genético, sobre a proteção e ao acesso ao conhecimento tradicional associado e sobre a repartição de benefícios para conservação e o uso sustentável da biodiversidade. Pesquisadores que desenvolveram estudo científico e tecnológico nessa área ou remeteram ao exterior amostra de patrimônio genético brasileiro ou divulgaram dados e informações que integram ou constituem conhecimento tradicional associado, devem efetuar, até o dia 06 de novembro deste ano, o cadastro na plataforma do Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen), sob controle do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), a fim de regularizar suas pesquisas e evitar o pagamento de multas.

“Essa reunião é mais um passo fundamental para discutir e disseminar as implicações desse importante aparato legal que rege a cadeia da biodiversidade. Nossa maior preocupação é saber se todos os que serão afetados estão cientes desse cadastro no SisGen e averiguar as dificuldades enfrentadas para saber em que a Sectet pode ajudar”, explicou a secretária adjunta da Sectet, Maria Amélia Enriquez.

Durante a reunião, os pesquisadores pontuaram diversos problemas no processo de cadastramento no SisGen. “Há um volume muito amplo de informações para serem cadastradas e algumas ferramentas da plataforma, como a de ‘rascunho’, não facilitam o trabalho. Além disso, muitos pesquisadores dos campi das universidades espalhadas pelo Pará têm dificuldades para acessar a internet e isso atrasa o cadastro. Por isso, acho importante dilatar o prazo estipulado”, opinou o pesquisador da Universidade Federal do Pará, Alberto Arruda.

Já a pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi, Ana Luisa Albernaz, afirmou que “mesmo com os dados corretos fornecidos, o Sistema não consegue criar um perfil adequado para as pesquisas da instituição a qual sou vinculada, pois as opções de classificação são inconsistentes e limitadas”.

Dentre os encaminhamentos, a Sectet se propôs a criar um Grupo de Trabalho composto com as principais instituições paraenses de ensino e pesquisa visando formalizar uma carta ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, com o objetivo de pontuar as dificuldades dos pesquisadores e pedir, dentre outras solicitações, a dilatação do prazo de cadastramento das pesquisas e o melhoramento da plataforma do SisGen.

Além disso, a Sectet estimulará a realização de eventos em parceria com as instituições locais para esclarecer a nova Lei da Biodiversidade e os procedimentos a serem tomados por aqueles que trabalham com a cadeia da biodiversidade. Um curso de capacitação já está sendo preparado pela Sectet, em parceria com o Sebrae, para o uso do SisGen, o qual deve ocorrer em agosto deste ano no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá).

Texto: Igor de Souza - ASCOM Sectet

 

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Décima edição da Revista Ver-a-Ciência já está disponível

qua, 13/06/2018 - 13:53
Informações: 

 

Clique na imagem e tenha acesso à revista.

Já está disponível, na internet, a versão digital da décima edição da Revista Ver-a-Ciência. Publicado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), o periódico semestral é um dos eixos estruturantes da política de incentivo à disseminação e à popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação no Pará. A publicação traz informações a respeito de ações, projetos e eventos realizados entre os meses de janeiro a junho de 2018.

A entrevista, dessa vez, foi realizada com o diretor de educação profissional e tecnológica da Secretaria, Luís Blasques. Ao longo da seção, ele mostra os avanços e resultados do Programa Pará Profissional, além de explicar o que ainda será desenvolvido neste ano.

A matéria de capa aborda a inauguração do Espaço Empreendedor, um ambiente de 3.500 m² criado para estimular um espaço avançado de inovação em Belém. O local é destinado à instalação e ao desenvolvimento de empresas e startups dentro do complexo arquitetônico do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), somando-se a outros ambientes ali já construídos e em funcionamento.

Outra matéria desta edição destaca as ações e metas da Organização Social BioTec Amazônia, contratada pela Sectet, por meio de chamada pública, para gerir o programa paraense BioPará. Este incentiva o uso econômico sustentável e inovador da biodiversidade amazônica. A BioTec Amazônia corresponde a mais uma inovação na forma de gestão e governança dos recursos públicos dentro do estado, visando a eficiência e os resultados dos investimentos.

Outra pauta da revista é o Desafio InovaTur, ação realizada de forma conjunta entre a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e Sectet, em parceria com a Agência de Inovação Tecnológica da UFPA (Universitec) e o PCT Guamá. O Desafio teve o objetivo de encontrar soluções tecnológicas inovadoras para o desenvolvimento de projetos direcionados à promoção do estado do Pará enquanto destino turístico. As três propostas vencedoras foram conhecidas no dia 18 de maio dentro da programação da Feira do Empreendedor, organizada pelo Sebrae, no Hangar.

Já, na seção “Caso de Sucesso”, pode-se perceber como a Emater-Pará otimiza as atividades produtivas dos agricultores e suas famílias, além de estimular as iniciativas de agro-industrialização, na busca de processos tecnológicos adequados, melhoria de qualidade do alimento e expansão das oportunidades de geração de ocupação e renda e emprego, por meio do projeto “Frutificando Saberes e Sabores”.

 A revista ainda apresenta matérias sobre: o projeto “Sexta com Ciência”, que promove debates atuais e pertinentes sobre como a ciência, a tecnologia, a inovação e a qualificação profissional podem contribuir para o desenvolvimento do Pará, em especial das cadeias produtivas priorizadas pelo Plano Estratégico “Pará 2030”; o curso de especialização em Gestão em CT&I e EPT, ofertado a servidores públicos da área; a execução das atividades do projeto “Fortalecimento das cadeias produtivas da biodiversidade no município do Acará”, fruto de convênio entre Sectet e Ifpa-Castanhal.

Por fim, a seção “Memória” homenageia o geólogo, professor, diretor e membro da Academia Brasileira de Ciências, Roberto Dall’agnol, gaúcho que trabalha no Pará há 45 anos em favor do desenvolvimento da região amazônica.

Serviço: Esta e as outras edições da Revista Ver-a-Ciência estão disponíveis em http://www.veraciencia.pa.gov.br/

Por Fernanda Graim

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Desafio InovaTur premia propostas para alavancar o turismo no Pará

qua, 13/06/2018 - 13:39
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Aplicativos, plataformas e jogos digitais que façam paraenses e turistas passear pelo Pará em suas mais diversas roupagens, seja o Pará de história e rica cultura, o de aventuras, o de belezas naturais ou de eventos profissionais e sociais. No total, nove propostas para alavancar o turismo no estado foram conhecidas durante a última etapa do Desafio InovaTur, ocorrida na noite desta sexta-feira (18), dentro da programação da Feira do Empreendedor, organizada pelo Sebrae, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

O Desafio InovaTur é uma ação conjunta das Secretarias de Estado de Turismo (Setur) e de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), em parceria com a Agência de Inovação Tecnológica da UFPA (Universitec) e o Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá.

O secretário adjunto de turismo, Joy Colares enfatizou a necessidade de se valorizar o turismo como atividade geradora de renda para a população, além de divulgar o estado do Pará de uma forma mais atual. “A divulgação do turismo de forma tradicional, por meio de exposições em eventos da área, por exemplo, é muito dispendiosa, precisamos de soluções digitais, modernas. Iniciamos esta história na divulgação do turismo no Pará e é por isso que estamos aqui, precisamos que várias atividades e setores ganhem com o turismo”, explicou.

O Desafio, lançado em dezembro de 2017, foi aberto a estudantes, profissionais, entusiastas ou qualquer pessoa com interesse nos temas empreendedorismo e inovação com talento para o desenvolvimento de soluções inovadoras para alavancar o alcance promocional dos produtos e regiões turísticas do estado aos níveis regional, nacional e internacional; buscar novos modelos e soluções para a gestão do turismo no Pará; e promover o empreendedorismo na área.

Ao todo, 59 propostas foram recebidas, das quais 14 foram selecionadas para a fase de capacitações, sendo que apenas nove atenderam às regras para se apresentarem no dia da premiação,quando as equipes tiveram cinco minutos para expor oralmente suas propostas – o chamado pitch – a uma comissão formada por cinco jurados, representando as instituições organizadoras e parceiras.

A proposta intitulada “Bem-te-vi Pará” foi a grande campeã da noite. “A ideia é trabalhar como turismo de forma segmentada, o turismo está ainda muito disperso, algumas pessoas vêm ao Pará para um turismo ecológico, outras para um turismo de aventura, turismo de negócios, então pensamos em como fazer com que essas pessoas sejam bem atendidas. O objetivo do projeto é termos um aplicativo com um serviço personalizado de forma que sejam apresentados a cada pessoa pacotes turísticos de acordo como o perfil”, explicou um dos autores do projeto, Arley Pinheiro.

A comissão julgadora ainda elegeu em segundo lugar a proposta do “Zarpar Pará”, aplicativo para facilitar as informações a respeito do transporte hidroviário, gastronomia, pontos turísticos do Estado. Já, em terceiro lugar, ficou a proposta do aplicativo “Quero Saber”, que vai oferecer, por meio de QR Code, rotas personalizadas para o turista.

Os vencedores receberam uma premiação em dinheiro no valor de R$ 10.000, 00 (dez mil reais) para o primeiro colocado; R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para o segundo; e R$ 3.000,00 (três mil reais) para o terceiro lugar. Além disso, os premiados ainda receberão três meses de hospedagem no Espaço de Coworking do PCT Guamá, com apoio e orientações para amadurecer as ideias.

Ao todo os proponentes selecionados passaram por três capacitações no processo de nivelamento. A primeira delas ocorreu no dia 26 de abril, na Setur, quando se abordou o Plano Estratégico de Turismo do Estado do Pará. A segunda ocorreu no dia 27 de abril, na sede da Sectet, e abordou o tema “Empreendedorismo e inovação”. Por fim, a última ocorreu nos dias 3 e 10 de maio, na sede da Universitec. Nessa última, os candidatos selecionados passaram por uma simulação do pitch.

Por Fernanda Graim

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FAP Entrevista: Maria Amélia Enríquez

qua, 13/06/2018 - 13:37
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Por Germano Martiniano

A entrevistada desta semana da série FAP Entrevista é a economista Maria Amélia Rodrigues da Silva Enriquez. PhD em desenvolvimento sustentável pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB), professora e pesquisadora da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Pará e ex-presidente e atual Conselheira Fiscal da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO), Maria Amélia já publicou cerca de 70 artigos em periódicos, capítulos de livro e jornais nacionais e internacionais. É autora do livro “Mineração: maldição ou dádiva? O dilema do desenvolvimento das regiões de base mineral (2007)”, que tem servido com referência para o debate sobre a temática da mineração e desenvolvimento local, em todo o Brasil. A entrevista faz parte de uma série que a FAP está publicando, aos domingos, com intelectuais e personalidades políticas de todo o Brasil, com o objetivo de ampliar o debate em torno do principal tema deste ano: as eleições.

Neste Dia das Mães, a economista respondeu para a FAP importantes questões sobre o papel da mulher na sociedade brasileira. “O Brasil evoluiu bastante em termos de direito das mulheres, principalmente quando comparamos com o cenário internacional, no caso, com os países asiáticos, africanos e o oriente médio. Porém, estamos longe do padrão dos países escandinavos”, analisa Maria Amélia Enríquez.

Maria Amélia Enríquez também conversou com a FAP sobre o tema da sustentabilidade, no qual é especialista. Na entrevista, a economista ressalta o fato dessa questão ser colocada à margem das principais questões da atualidade brasileira. “Existe uma visão de curto prazo que predomina em nossa política, tanto na pública quanto na privada, pois, de fato, todos ganham quando os princípios da sustentabilidade são respeitados”, avalia.  A economista acredita que as mudanças só devem ocorrer com mais investimentos em educação. “Isto apenas será possível se o tema educação virar uma prioridade nacional”, acredita. “A curto prazo, deve-se promover campanhas para erradicação do analfabetismo, pois ainda temos milhões de brasileiros iletrados, e também para o aumento da escolaridade de jovens”, avalia.

Confira a seguir, os principais trechos da entrevista de Maria Amélia Enríquez à FAP:

FAP – Hoje, Dia das Mães, como foi possível conciliar todas suas tarefas profissionais, domésticas e ainda ser mãe?
Maria Amélia Enríquez  – Desafiador, mas eu seria incompleta se tivesse sido diferente e só tem sido possível por causa do grande apoio que tenho recebido. Primeiramente do meu marido, que sempre me incentivou a seguir na profissão. Logicamente que isto significa compartilhar comigo as responsabilidades com as crianças, mas como ele também é um profissional, a ajuda da avó (minha mãe, a quem sou infinitamente grata), principalmente nas minhas ausências, me deu uma tranquilidade enorme para poder trabalhar em paz. Mas os filhos necessitam da presença da mãe, e daí temos que aprender a ‘tocar, simultaneamente, vários instrumentos’. Lembro-me de minha filha mais nova, quando me via ficar por horas trabalhando na tese, sentava na minha perna e dizia “mãe, troca o computador por um colinho”… aí não dá pra resistir. É muito importante ter um tempo de qualidade com os filhos, principalmente, quando são crianças, pois é na convivência que compartilhamos visão de mundo e de valores. Mas quando crescem, a presença atenta não deve ser menor. Daí sempre estarmos envolvidas em um grande dilema: de dar maior atenção aos filhos e ao lar e de focar no trabalho que nos exige tanto, mas que também nos realiza e dá grande prazer. Há que buscar equilibrar e distribuir a energia adequadamente, conforme o momento requeira.

A sociedade brasileira sempre carregou as marcas do paternalismo. Como a senhora avalia este quadro atualmente?
A sociedade brasileira evoluiu bastante em termos de direito das mulheres, principalmente, quando comparamos com o cenário internacional, no caso dos países asiáticos, africanos e o oriente médio, porém estamos longe do padrão dos países escandinavos, por exemplo. Nós, mulheres, somos a maioria da população brasileira (51,6%), estamos elevando significativamente nosso nível de escolaridade (há mais mulheres que homens com ensino superior completo ), mas ganhamos menos (em média, 75% do que os homens ganham); temos pouca expressão política (na Câmara, a representação feminina é de apenas 45 deputadas contra 468 homens e, no Senado, de apenas 11 de um total de 81 senadores, muito aquém da cota mínima estabelecida por lei de 30%). Muito embora esteja comprovado que as mulheres são grandes gestoras, os cargos de alto escalão, públicos ou privados, são predominantemente masculinos. Já assisti (envergonhada) eventos políticos em que a mesa de abertura era composta exclusivamente por mais de vinte homens, quando havia a opção de compartilhar com mulheres igualmente gabaritadas. Sem contar que a mulher ainda é vítima de feminicídio e de violências de toda ordem. Além dessa flagrante desigualdade de gênero, no Brasil, ela é muito mais grave quando esta se alia à diferença racial. A situação das mulheres negras é bem pior do que a das mulheres brancas. Sem dúvidas esse quadro é fruto de nossa herança patriarcal e escravocrata que ainda precisamos superar. É preciso ampliar nossa consciência coletiva sobre esta questão, a fim de que nós mulheres possamos ter mais protagonismo e, por conseguinte, colocar nossa prática em prol da edificação de país mais justo, seguro, bonito e feliz.

Alguns meses atrás, feministas francesas, lideradas pela atriz Catherine Deneuve, criticaram o movimento norte americano #MeToo, uma campanha contra o machismo e o assédio sexual, principalmente, em Hollywood. Segundo as francesas havia certo “puritanismo sexual” no movimento americano e que também colocava a mulher como um ser frágil, indefeso e sempre vítima da sociedade. Qual sua opinião?
O movimento #MeToo tem uma bandeira clara – o assedio sexual, que ficou muito em evidência após os escândalos de celebridades do mundo artístico e esportivo dos Estados Unidos. Não é preciso sofrer este tipo de violência para saber que ela marca para sempre a vida, gerando traumas profundos, o que impossibilita usufruir de uma vida plena. Portanto, não se pode menosprezar este tipo de dor. Creio que a atriz Catherine Deneuve não foi muito feliz em minimizar o problema. Uma coisa é um flerte insistente. Outra é uma pressão emocional e física. Há casos, inclusive, de suicídio, de jovens que não tem resiliência par suportar o assédio.

Quais são as mudanças que devem haver na sociedade brasileira para que as mulheres possam ter direitos realmente iguais? E como fazer para as mulheres ocuparem mais cargos políticos?
A principal mudança a ser feita é a cultural, principalmente, na mente de homens e também de mulheres, que tem perpetuado a cultura machista explícita ou implicitamente. Todavia, isso requer mudanças profundas que, necessariamente, só amadurecem no longo prazo, muito embora devam começar já. Mas, enquanto esta mudança não se materializa, é importante adotar mecanismos concretos que indiquem à sociedade qual o rumo deve tomar, por exemplo, a exigência do cumprimento e, inclusive, de expansão das cotas na política (chapa, cadeiras, fundo partidário, fundo eleitoral). É também importante conscientizar às empresas privadas sobre a importância de ampliarem a participação das mulheres em seus quadros também.

Elimar Nascimento, especialista em Desenvolvimento Sustentável, em entrevista à FAP disse que o tema da sustentabilidade ainda tem pouca força no debate político perto de temas como segurança, saúde, educação, emprego, por exemplo. Por que isso acontece, mesmo sabendo da importância da discussão?
Por causa da visão de curto prazo que predomina em nossa política, tanto a pública quanto a privada, pois, de fato, todos ganham quando os princípios da sustentabilidade são respeitados. Todavia, no curto prazo, mudar o atual modelo predatório implica em custo e requer a imposição de limites para não exaurir os recursos ecossistêmicos. Para criar e implantar tecnologias e sistemas de gestão adequados, que minimizem os impactos ambientais, tem de haver investimento, o que significa que o financiamento disto deve sair de algum ganho pretérito, que, por seu turno, vai conflitar com algum interesse. Originalmente considerado como “bens livres”, os recurso naturais tem sido, por séculos, a base do modelo de crescimento brasileiro, o que tem gerado um histórico de degradação ambiental. Para alterar essa lógica é necessário impor algum tipo de limite, como, por exemplo, restringir a expansão de áreas de pastagem, proteger biomas, limitar a expansão do cultivo de grãos e, ainda, restringir a emissão de gases poluentes, etc. O que, da mesma forma, gera enormes conflitos de interesses. O desafio então é ampliar a consciência para a superação da visão de curto prazo, que apenas vê o ganho imediato e é míope em relação às perdas que a insustentabilidade gera. É preciso ressaltar os benefícios da sustentabilidade, pois não tem como haver crescimento e tampouco desenvolvimento econômico sem a preservação da base da vida.

A economia brasileira, historicamente, caracterizou-se pelo seu papel global de exportadora de commodities de baixo valor agregado, concentradora de rendas e que agride de modo intenso a natureza. Como mudar este quadro?
Como premissa é preciso que fique claro que depender exclusivamente da exportação de commodities não é uma estratégia inteligente de desenvolvimento, por vários motivos: 1) porque a dinâmica econômica está fora do controle da economia nacional – qualquer mudança tecnológica, dos mercados globais e da política internacional pode afetar preços e provocar profundas crises do dia para noite; 2) a única forma de inovar produzindo commodities é no processo e na redução de custo, o que não favorece a demanda interna por ciência e tecnologia e, por conseguinte, pela demanda de pessoal qualificado, de talentos, de mente inovadora; 3) há muitos custos sociais e ambientais que não estão embutidos no preço final da commodity, restando à economia nacional arcar com essas externalidade negativas (impactos sociais e ambientais) e, o pior, sem a contrapartida de receitas tributárias, já que o Brasil isenta de impostos a exportação de produtos básicos e semi-elaborados (as commodities). Fico impressionada de ver como há defensores fervorosos deste modelo, sob a argumentação de que o Brasil deve aproveitar suas vantagens comparativas, já que tem vocação para isto, e tais exportações são indispensáveis para as contas externas do país. Mais uma vez, essa é uma visão míope, de curto prazo, que está presa nas garras dos superávits comerciais, a qualquer custo.

O que precisa ser feito, então? Que estratégia deve ser priorizada?
Assim, primeiramente, é preciso ter vontade politica para induzir a diversificação para uma economia que, além de commodities, vise a produção de bens e serviços de maior valor agregado, já que, em todo o mundo, é isto que constitui a chave para um autêntico desenvolvimento econômico. É preciso deixar claro que o modelo de commodities somente é hegemônico porque é altamente subvencionado. Se igual tratamento tributário fosse concedido à produção de bens de valor agregado, certamente o quadro seria distinto. Desta forma, é necessário fortalecer uma nova economia sustentável e baseada em conhecimento, com maior valor agregado, inclusão social e renda. É preciso transitar a uma estratégia que perceba o potencial de desenvolvimento endógeno para ampliação das oportunidades por meio do incentivo ao potencial de crescimento local. É preciso reduzir os custos e a burocracia para quem produz, gera empregos e recolhe impostos no país e investir maciçamente em capital humano e no fomento ao empreendedorismo inovador.

Em relatório do seminário “Desenvolvimento Sustentável e Inclusão Social”, realizado pela FAP em Brasília, foi destacado o papel da educação como meio e fim para uma sociedade mais sustentável. No entanto, mudanças estruturais na educação brasileira levam tempo. Existem mudanças que podem ser feitas a curto prazo, que possam criar mais sustentabilidade e inclusão social?
Há exemplos louváveis de mudanças nas formas de gestão e nos métodos de ensino, em todos os níveis e escalas da educação. Há que se apoiar e evidenciar esses exemplos para que possam adquirir escala. Vários Estados criaram seus planos, uns avançaram mais e outros menos. Porém estamos muito longe de ter uma educação de qualidade, e também em quantidade, que o país tanto necessita. Isto apenas será possível se o tema Educação virar uma prioridade nacional. No curto prazo, deve-se promover campanhas para erradicação do analfabetismo, pois ainda temos milhões de brasileiros iletrados, e para o aumento da escolaridade de jovens. É inaceitável que dois terços dos brasileiros na faixa etária de 15 e 29 anos não estudam; 1,5 milhão são jovens de 15 a 17 anos que deveriam estar cursando o Ensino Médio, mas estão fora da escola. O que podemos esperar de nossa juventude, quando permitimos que mais de 10 milhões de jovens entre 14 a 29 anos fiquem numa situação de “nem-nem”, nem estudam, nem trabalham? Pare estes jovens é preciso programas específicos de formação, mas que também os qualifiquem rapidamente tanto para inserção no mercado de trabalho como para o empreendedorismo inovador.

Qual dos candidatos a presidente até agora apresenta, em sua plataforma política, propostas consistentes para a questão da sustentabilidade?
Há uma profusão de candidatos, tanto figuras já conhecidas da política, quanto pouco conhecidos. Creio que apenas no debate poderemos avaliar melhor. Lamento que meu candidato, o Senador Cristóvam Buarque (PPS-DF), não vá concorrer às eleições para presidência da República, pois considero que suas propostas são as mais coerentes e necessárias, principalmente, neste momento atual que o país atravessa. Todavia, além do compromisso com os valores democráticos, com a justiça social e com a luta incessante contra a corrupção, é importante que o futuro presidente tenha claro uma agenda mínima que o país requer: 1) seriedade no trato com as finanças públicas, a crise econômica recente foi uma demonstração cabal de que não se pode baixar a guarda nesta área. O desequilíbrio fiscal gera inflação, consome o poder de compra, inibe investimentos, resulta em aumento do desemprego e da desigualdade, pois contas desequilibradas geram insegurança sobre a capacidade de financiamento das políticas sociais; 2) prioridade com a educação de qualidade, em todos os níveis, de Norte a Sul, com monitoramento permanente, sistema de avaliações, premiações e punições para os casos de não cumprimento das metas; 3) compromisso com a sustentabilidade e com o avanço de uma economia assentada no conhecimento, que é a real fonte de riqueza de qualquer sociedade. Para isso tem de aumentar os recursos para a área de Ciência, Tecnologia e Inovação, assim como promover maior aproximação da ciência com a produção e a gestão, além de 4) um sistema integrado de segurança pública que tenha o poder de minimizar a escalada da violência pela qual passa o país. É inconcebível que, entre 2005 a 2015, a vida de 318 mil jovens brasileiros tenha sido ceifada por assassinatos. Enfim, é preciso uma atitude ousada, mas franca e responsável, que possa mobilizar corações e mentes na edificação dos novos rumos que o pais deve seguir.

 

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Canaã recebe Encontro de Educação Profissional e Tecnológico

qua, 13/06/2018 - 13:31
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Com a presença do vice-prefeito de Canaã dos Carajás, Alexandre Pereira, vereadores, secretários de governo, além de membros da sociedade, aconteceu, na manhã desta terça-feira (15), o 1º Encontro Estadual de Educação Profissional e Tecnológico da Região de Carajás. O objetivo foi debater sobre os aspectos mais relevantes do Programa Pará Profissional, como exercício e experiências de políticas públicas de Educação Profissional e Tecnológica para o desenvolvimento inter-regional, inclusão produtiva e oportunidades para o mundo do trabalho na Região de Integração.
O evento aconteceu no auditório da Aciacca (Associação Comercial e Industrial e Agropastoril de Canaã dos Carajás) e reuniu dezenas de pessoas. O vereador e também presidente da associação, Anderson Mendes, conhecido por sua luta em busca de melhorias para o desenvolvimento da cidade, esteve presente e falou acerca da importância do momento para a região.
“Devemos preparar as pessoas para o mercado de trabalho e buscar alternativas que vão além da mineração. Para isso, traremos mais cursos para serem ofertados pela Aciacca”, anunciou.
Em Canaã, mais de 80 pessoas já foram certificadas pelo Programa promovido pelo governo do Estado, que na ocasião esteve representado pela secretária-adjunta de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica, Maria Amélia Enriquez.

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Nova Lei da Biodiversidade é discutida em seminário

qua, 13/06/2018 - 13:29
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Produtores, empresários paraenses, representantes de sindicatos e cooperativas regionais participaram do seminário “Nova Lei da Biodiversidade e acesso ao patrimônio genético: implicações para quem usa recursos florestais do Pará”. O evento ocorreu na quarta-feira (16), no Hangar, dentro da programação da Feira do Empreendedor 2018, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e do Sebrae no Pará. O objetivo foi prestar informações e esclarecer dúvidas sobre as implicações da Lei nº 13.123, de 2015, que junto com o Decreto nº 8.772, de maio de 2016, estabelece o novo Marco Legal da Biodiversidade.

O seminário contou com parceiros como: o Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos, Petroquímicos, Farmacêuticos e de Perfumaria e Artigos de Toucador do Estado do Pará (Sinquifarma) e a Agência de Inovação Tecnológica da UFPA (Universitec).

A secretária adjunta da Sectet, Maria Amélia Enriquez abriu o seminário falando da importância da cadeia da biodiversidade. “Ela é tão especial que criamos, no âmbito governamental, um programa específico voltado para trabalhar a agregação de valor às cadeias produtivas da biodiversidade estadual e regional, por meio de pesquisa e desenvolvimento e de prospecção de negócios inovadores no setor. O programa se chama BioPará e o nosso anseio é que ele transforme o Pará em uma referência internacional no setor da biodiversidade, e para isso, é fundamental conhecer o aparato legal que o rege” explicou.  

Em seguida, o analista do Sebrae, José Augusto Cantuária, apresentou os resultados do Projeto Estruturante Cosmético de Base Florestal da Amazônia finalizado em 2017  com o objetivo de estudar os aspectos limitantes da cadeia de cosmético na Amazônia para possibilitar melhorias e uma atuação de forma mais eficiente das micro e pequenas empresas do setor. Um dos resultados do projeto foi a elaboração de um vídeo e uma cartilha, com linguagem facilitada acerca dos conceitos trabalhados na Lei da Biodiversidade e sobre o sistema digital disponibilizado pelo Ministério do Meio Ambiente, o SisGen.

Lei

O Marco Legal da Biodiversidade dispõe sobre o acesso ao patrimônio genético (entendido como a pesquisa ou desenvolvimento tecnológico realizado sobre amostra de patrimônio genético), sobre a proteção e ao acesso ao conhecimento tradicional associado e sobre a repartição de benefícios para conservação e o uso sustentável da biodiversidade. No seminário, os detalhes da lei foram apresentados pelo professor e advogado, Luiz Marinello.

Ele abordou o sistema digital SisGen destacando a importância dele aos que trabalham com a cadeia da biodiversidade. “O cadastro na plataforma é obrigatório e deve ocorrer antes do processo de comercialização dos produtos oriundos da biodiversidade. Há sanções de até R$ 10 milhões para aqueles que não se cadastrarem”, alerta o advogado.

O produtor Raimundo Abreu, ligado à Cooperativa de Fruticultores de Abaetetuba (Cofruta), compareceu ao seminário e destacou a importância dele para o seu trabalho. “É um evento para buscar mais conhecimentos, principalmente no que diz respeito à repartição de benefícios com as comunidades, prevista em lei. Fiquei sabendo aqui, por exemplo, que existe modalidade de repartição de benefícios e, quando monetária, o pagamento será feito à União, por meio do Fundo Nacional de Repartição de Benefícios (FNRB)”, afirmou o produtor.

Os participantes do evento puderam, também, se inscrever previamente em um curso de capacitação que está sendo preparado pela Sectet para o uso do SisGen, o qual deve ocorrer em agosto deste ano no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá).

Por Igor de Souza

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1º Encontro Estadual de Educação Profissional e Tecnológica

qua, 13/06/2018 - 13:23
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Clique na imagem abaixo e confira o vídeo.

 

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Empresários da área de tecnologia da informação visitam o PCT Guamá

qua, 13/06/2018 - 13:17
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Empresários paraenses do setor da Tecnologia da Informação (TI) conheceram as instalações do Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, nesta quarta-feira (9). A visita foi mediada pela secretária adjunta da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), Maria Amélia Enríquez.

De acordo com a secretária, a proposta da visita foi apresentar aos empresários do ramo de TI, o potencial do PCT enquanto espaço ideal para pequenos e grandes negócios e parceiro em pesquisa e desenvolvimentos para aqueles empreendimentos que desejam inovar no setor. “Queremos, cada vez mais, fazer a articulação entre o Parque e os empresários, e uma visita como essa, com os empreendedores conhecendo as instalações do espaço presencialmente, fortalece esse objetivo”, destacou a secretária.

 Durante o encontro, os participantes visitaram o Laboratório Maker Fab Lab Belém, o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, Automação e Eletrônica (Lasse), algumas startups residentes no parque e a organização social Bio Tec-Amazônia.

Um dos empresários presentes foi Emanuel Estumano, sócio da empresa Vibe Desenvolvimento, empreendimento que atua no setor desoftwares. De acordo com ele, a apresentação das instalações da Fundação Guamá é uma oportunidade para se pensar em outras possibilidades para o desenvolvimento da sua empresa.

“Conhecendo essas instalações, percebe-se como a relação entre pesquisas e o setor empresarial pode beneficiar o estado. As empresas locais podem se beneficiar conhecendo os serviços do PCT Guamá, até mesmo, se instalando nele”, considerou o empresário.

Colaboração (Texto): Paulo Henrique Gadelha.

Por Karina Martins

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Parceria

qua, 13/06/2018 - 13:13
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Décima edição da Revista Ver-a-Ciência já está disponível

sex, 08/06/2018 - 13:57
08/06/2018

Já está disponível, na internet, a versão digital da décima edição da Revista Ver-a-Ciência. Publicado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), o periódico semestral é um dos eixos estruturantes da política de incentivo à disseminação e à popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação no Pará. A publicação traz informações a respeito de ações, projetos e eventos realizados entre os meses de janeiro a junho de 2018.

A entrevista, dessa vez, foi realizada com o diretor de educação profissional e tecnológica da Secretaria, Luís Blasques. Ao longo da seção, ele mostra os avanços e resultados do Programa Pará Profissional, além de explicar o que ainda será desenvolvido neste ano.

A matéria de capa aborda a inauguração do Espaço Empreendedor, um ambiente de 3.500 m² criado para estimular um ambiente avançado de inovação em Belém, na medida em que destinado à instalação e ao desenvolvimento de empresas e startups dentro do complexo arquitetônico do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), somando-se a outros ambientes ali já construídos e em funcionamento.

Outra matéria desta edição destaca as ações e metas da Organização Social BioTec Amazônia, contratada pela Sectet, por meio de chamada pública, para gerir o programa paraense BioPará, o qual incentiva o uso econômico sustentável e inovador da biodiversidade amazônica. A BioTec Amazônia corresponde a mais uma inovação na forma de gestão e governança dos recursos públicos dentro do estado, visando a eficiência e os resultados dos investimentos.

Mais uma pauta da revista é o Desafio InovaTur, ação realizada de forma conjunta entre Setur e Sectet, em parceria com a Agência de Inovação Tecnológica da UFPA (Universitec) e o PCT Guamá. O Desafio teve o objetivo de encontrar soluções tecnológicas inovadoras para o desenvolvimento de projetos direcionados à promoção do estado do Pará enquanto destino turístico. As três propostas vencedoras foram conhecidas no dia 18 de maio dentro da programação da Feira do Empreendedor, organizada pelo SEBRAE.

Já, na seção “Caso de Sucesso”, pode-se perceber como a Emater-Pará otimiza as atividades produtivas dos agricultores e suas famílias, além de estimular as iniciativas de agro-industrialização, na busca de processos tecnológicos adequados, melhoria de qualidade do alimento e expansão das oportunidades de geração de ocupação e renda e emprego, por meio do projeto “Frutificando Saberes e Sabores”.

A Revista ainda apresenta matérias sobre: o projeto “Sexta com Ciência”, que promove debates atuais e pertinentes sobre como a ciência, a tecnologia, a inovação e a qualificação profissional podem contribuir para o desenvolvimento do Pará, em especial das cadeias produtivas priorizadas pelo Plano Estratégico “Pará 2030”; o curso de especialização em Gestão em CT&I e EPT, ofertado a servidores públicos da área; a execução das atividades do projeto “Fortalecimento das cadeias produtivas da biodiversidade no município do Acará”, fruto de convênio entre SECTET e IFPA-Castanhal.

Por fim, a seção “Memória” homenageia o geólogo, professor, diretor e membro da Academia Brasileira de Ciências, Roberto Dall’agnol, gaúcho que trabalha no Pará há 45 anos em favor do desenvolvimento da região amazônica.

Serviço: Esta e as outras edições da Revista Ver-a-Ciência estão disponíveis AQUI.

Texto: Fernanda Graim – Ascom/Sectet

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Secretário do Ministério da Ciência e Tecnologia visita o PCT Guamá em Belém

qui, 07/06/2018 - 14:39
07/06/2018

O secretário Nacional de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Álvaro Prata, visitou o Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá nesta quarta-feira (6). Durante o encontro, Álvaro Prata passou pelo Laboratório de Engenharia Biológica (Engebio), pelo Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia e pelo Laboratório de Óleos da Amazônia e conheceu as atividades propostas e realizadas por essas unidades de pesquisa.

No auditório do Espaço Inovação, o secretário ministrou a palestra “Possibilidades de Apoio do MCTIC às Instituições de Educação Superior e de Pesquisa no Estado do Pará”, na qual destacou a importância da relação entre educação, inovação e ciência.

“Não podemos nunca descuidar da importância do investimento na educação, pois isso sempre gera grandes frutos. É preciso avançar constantemente na produção do conhecimento com inovação e oferecer condições para que a sociedade evolua. Não há ciência sem educação e não há tecnologia sem ciência, bem como não existe inovação sem tecnologia. Essa relação é uma cadeia, um processo constante”, destacou Prata.

Durante a manhã, no Espaço Empreendedor do PCT Guamá, Álvaro Prata teve reunião técnica com a equipe da BioTec Amazônia e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet). Na ocasião, o titular do órgão, Alex Fiúza de Mello, fez a apresentação do trabalho que o Governo do Pará vem desenvolvendo na área de ciência, tecnologia, inovação e qualificação profissional no estado, no sentido de criar bases legais e estruturais para a consolidação das políticas públicas paraenses na área.

O secretário enfatizou a importância de saber usar os aparatos científicos e tecnológicos, no intuito de potencializar as cadeias produtivas paraenses, enfatizando o uso sustentável dos recursos naturais. “Na Amazônia, o uso da biodiversidade tem uma perspectiva estratégica, temos que ter total atenção com o uso inteligente, gerando uma economia sustentável”, explicou.

Durante a reunião, o consultor da BioTec Amazônia, Israel Ferfeman, apresentou o planejamento estratégico da organização social, suas estratégias, desafios e perspectivas. A BioTec-Amazônia foi selecionada, no final de 2017, por meio de edital de chamamento público, para gerir o programa paraense de incentivo ao uso sustentável da biodiversidade amazônica, o BioPará.

Considera-se “gestão do BioPará” um sistema inteligente de governança, voltado ao estímulo e apoio ao planejamento e desenvolvimento de uma economia dinâmica, fundada no uso sustentável da biodiversidade, com a devida e adequada base científica e tecnológica.

Estiveram presentes na reunião: Seixas Lourenço (diretor presidente), Sibele Caetano (diretora Administrativo-Financeira), Manoel Tourinho (assessor técnico), Luiz Antônio Barreto de Castro (consultor), Israel Ferfeman (consultor), Hélio Gomes (Inteligência Competitiva) e Sérgio Alves (assessor técnico) pela BioTec. Além de Alex Fiúza de Mello (secretário de Estado), Maria Amélia Enriquez (secretária adjunta), Marco Antonio Silva Lima (diretor de Ciência e Tecnologia) e Luiz Carlos Macedo Blasques (diretor de Educação Profissional e Tecnológica) pela Sectet.

Texto: Fernanda Graim (Ascom/Sectet) com informações da Ascom/PCT Guamá

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