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Atualizado: 2 horas 46 minutos atrás

Sectet apresenta Programa Forma Pará para colégio de dirigentes do IFPA

qua, 12/02/2020 - 15:10
12/02/2020

“Estamos nos sentindo honrados com a visita do Secretário e a possibilidade de participar desta ação tão importante, não para o Instituto ou para a Secretaria, mas principalmente para o desenvolvimento do estado na medida em que leva a educação superior pelos nossos municípios”. Avaliou o reitor do Instituto Federal do Pará (IFPA), Cláudio Alex Jorge da Rocha, após a reunião que ocorreu na manhã desta quarta-feira (12), na reitoria do Instituto, a respeito do Projeto Forma Pará, ação do Governo do Pará, realizada por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), com a parceria de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e prefeituras municipais.

Estiveram presentes no encontro o titular e a adjunta da Sectet, Carlos Maneschy e Edilza Fontes, além de diretores gerais dos campi e pró-reitores do IFPA. Na oportunidade, o secretário esclareceu sobre o projeto, destacando que este tem como principal objetivo diminuir o déficit de formação superior e tecnológica nos municípios paraenses. Para tanto, busca-se dar oportunidade de acesso ao ensino superior a pessoas que residem em municípios onde não existem campi universitários ou onde os polos das instituições públicas não oferecem o curso demandado pela população.

Maneschy ressaltou que o Forma Pará funciona diante de três eixos: as demandas dos municípios que chegam até a Secretaria; a disponibilidade das IES; e a disponibilidade orçamentária da Sectet. Nesse sentido, o titular da secretaria revelou que, em 2019, foram investidos R$ 5 milhões no projeto, o que possibilitou a abertura de 20 turmas, com 50 alunos cada, em 15 municípios.

Investimento - A previsão é que, até 2022, seja investido um total de R$ 20 milhões, o que corresponde a quatro mil vagas, sendo 1.000 por ano. “Pode parecer pouco diante da demanda deste estado, que é tão grande, mas é muito mais, por exemplo, do que todas as universidades públicas juntas poderiam oferecer de novas vagas nos próximos anos”, enfatizou o secretário.

O titular da Sectet comemorou ainda o fato de que o orçamento na área de ciência e tecnologia tem aumentado no estado. Ele destacou que, de 2019 para 2020, por exemplo, o orçamento disponibilizado pelo Governo do Pará à Fapespa mais do que duplicou.

Além disso, no último dia 3 de fevereiro, o governador Helder Barbalho assinou projeto de lei, encaminhado à Assembleia Legislativa, que destina 20% dos recursos da Contribuição Financeira da Exploração Mineral (CFEM) para investimentos em ciência, tecnologia e inovação do estado do Pará.

Oferta de vagas - Durante a reunião, foram alinhadas ainda as ofertas de vagas, por meio do IFPA, assim como foram esclarecidas as dúvidas dos presentes a respeito da execução do projeto e realização dos cursos nos municípios. Diante dos questionamentos e exposições das dificuldades de cada região, o secretário Carlos Maneschy sugeriu que as instituições também manifestassem suas ideias e que todos façam esforços no sentido de inovar para que os cursos não deixem de ser ofertados. “Precisamos sair da zona de conforto, porque se nos apegarmos a ela não iremos a lugar algum”, estimulou.

Para que ocorra a oferta de cursos em determinados municípios, é necessário que a prefeitura de cada lugar acione a Sectet, expondo as demandas locais de acordo com as vocações produtivas de cada região. Diante disso, serão analisados os indicadores, as necessidades e as prioridades de cada município.

As IES públicas que ofertam os cursos demandados e possuem campi próximos às sedes dos municípios demandantes são, então, acionadas para a oferta das turmas que poderão ocorrer de forma intensiva ou regular modular. Os processos seletivos para preenchimento das vagas ocorrem por meio da própria IES parceira.

No último domingo (9), por exemplo, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) realizou o processo seletivo especial para o preenchimento de 50 vagas do curso de Enfermagem, em Curuçá e 50 do curso de Licenciatura em Ciências - Habilitação em Química, em Bagre. Em Curuçá, 977 estudantes disputaram as vagas, uma demanda de 19,54 candidatos por vaga. Já em Bagre, inscreveram-se 429 pessoas, uma concorrência de 8,54 pessoas por vaga.

Texto: Fernanda Graim (Ascom/Sectet)

Fotos: Erlon Modesto (estagiário de publicidade e propaganda da Ascom/Sectet)

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Prova do Forma Pará será neste domingo em Bagre e Curuçá

sex, 07/02/2020 - 17:04
07/02/2020

O próximo domingo (9) será movimentado em Curuçá, no nordeste paraense, e em Bagre, no arquipélago do Marajó. Será realizada nesses municípios a prova objetiva do Processo Seletivo Especial do projeto Forma Pará, desenvolvido pelo governo do estado por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) em parceria com instituições públicas de ensino superior do estado e prefeituras municipais.

O primeiro edital do Forma Pará este ano oferece 50 vagas no curso de Enfermagem, que será realizado em Curuçá e 50 vagas no curso de Licenciatura em Ciências - Habilitação em Química, em Bagre. Os cursos serão ministrados pela Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Em Curuçá, 977 estudantes disputam as vagas, uma demanda de 19,54 candidatos por vaga. Já em Bagre, inscreveram-se 429 pessoas, uma concorrência de 8,54 por vaga. O processo seletivo é realizado pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), de 8h às 12h, simultaneamente, nos dois municípios.

Seleção - Os candidatos farão prova com 35 questões objetivas, sendo cinco questões de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Física, Química e Biologia. Cada questão correta valerá um ponto, totalizando 35 pontos. Para não ser eliminado, o candidato deve acertar pelo menos 20% das questões, o que corresponde a sete pontos.

O edital do PSE prevê bônus de 10% sobre a pontuação da prova objetiva dos candidatos que tenham cursado pelo menos um dos anos, ou estejam cursando o último ano do ensino médio no município em que o curso está sendo ofertado. A secretária adjunta da Sectet e gestora do projeto, Edilza Fontes, esclarece que o bônus é uma forma de possibilitar que estudantes que moram nos municípios ou em locais próximos tenham acesso às vagas. “O principal objetivo do projeto que é levar o curso superior às pessoas que não têm condições de sair de seus municípios para estudar nos grandes centros urbanos”, esclarece a secretária.

Em Curuçá, a prova será realizada na escola estadual Maria de Nazaré Guimarães Macedo. Em Bagre, os estudantes farão a prova na escola municipal Rui Antônio Farias Lobato Filho. Os candidatos devem comparecer ao local designado com antecedência mínima de uma hora, munidos de caneta esferográfica de tinta preta ou azul (corpo transparente), portando o comprovante de inscrição e o documento de identidade original. 

“Esta, certamente, é uma grande oportunidade para todos aqueles que desejam ingressar no ensino superior e dessa forma transformar suas vidas para melhor. Desejo a todos uma excelente prova no domingo”, diz o secretário da Sectet, Carlos Maneschy. 

O resultado do PSE está previsto para ser divulgado até o dia 28 de fevereiro/2020.

Texto: Jeniffer Galvão
Foto: Divulgação do Projeto Forma Pará

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“Quinta da Cidadania” é realizada com moradores do Jurunas

qui, 06/02/2020 - 17:42
06/02/2020

Histórias de problemas com a moradia e convivência com os vizinhos formam o enredo das músicas usadas na manhã desta quinta-feira (6) para aproximar o diálogo com os moradores que foram até a sede da Comunidade de Base do Jurunas (Cobajur) para obter informações sobre o projeto “Meu Endereço: lugar de paz e segurança social”. 
O projeto é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e faz parte das ações do Programa Territórios Pela Paz (TerPaz), do governo do estado.

A cada música cantada pela coordenadora do projeto, Myrian Cardoso, os moradores manifestavam familiaridade com a história das protagonistas das canções, a maioria mulheres, como a plateia presente. Foi assim que cerca de 60 pessoas tomaram conhecimento sobre os serviços que podem acessar pelo “Meu Endereço”. 

Esta foi a segunda “Quinta da Cidadania” realizada no bairro. A terceira será na próxima semana, quando as famílias interessadas devem levar a documentação para fazer o cadastro preliminar. A coordenadora informa que na primeira ação houve pouca participação por causa do acesso ao local.

Funcionamento – Myrian explicou que o projeto tem, em linhas gerais, três fases. A primeira é identificar a localização do endereço, o número da casa, nome da rua e a qual bairro pertence. Depois vem a fase da medição do terreno e da casa, quando se faz a planta do imóvel. Em seguida é feito um parecer sobre as condições da moradia.

Os moradores concordaram que há situações em que as informações do endereço são confusas, situações até com o mesmo endereço em dois bairros, quando são limítrofes. Também já viveram ou souberam de conflitos com vizinhos causados pela indefinição dos limites dos lotes de cada um. E, na maioria das vezes, têm necessidade de um parecer sobre as moradias para poder acessar os programas sociais de auxílio para reformas e reconstruções.

“É nessas situações que o Meu Endereço vem ao auxílio de vocês. Vamos fazer os levantamentos necessários para que tenham as plantas técnicas e pareceres necessários para conseguirem a titulação dos imóveis e direcionamento para acesso aos programas sociais”, informou a coordenadora. Ela deixou claro que o projeto auxilia no processo de regularização ao disponibilizar documentos necessários à titulação, mas não tem atribuição legal de conceder títulos. Também encaminha aos programas de auxílio social, pois não disponibiliza de recursos para reformar ou construir.

Expectativas – Eliana Moraes é moradora do Jurunas e estava atenta às informações. Ficou entusiasmada com o projeto e a forma como as informações foram repassadas. “Gostei muito das músicas e quero usar nas minhas ações sociais”, disse. Ela é professora e desenvolve atividades com 20 crianças do bairro em sua própria casa. Como já fez o cadastro no programa “Cheque Moradia”, da Companhia de Habitação do Pará (Cohab), Eliana vai se cadastrar no projeto para tentar agilizar o processo. “Acredito que por aqui poderemos ter mais segurança em ter uma resposta, pois o contato é mais direto”, anima-se.

Márcia Bastos faz parte da diretoria da Cobajur e também estava animada com a chegada do “Meu Endereço”. Ela tomou conhecimento por meio de outras ações do TerPaz e conversou com os outros membros da diretoria da entidade para que a Cobajur fosse a base do projeto no Jurunas. “A expectativa é que as pessoas alcancem seus objetivos, seja regularização, seja melhoria na moradia. Trazer para cá é muito importante, pois muitos têm dificuldades de sair do bairro para acessar serviços nos locais mais centrais da cidade”.

Serviço - A próxima “Quinta da Cidadania” do Jurunas será no dia 13/02, de 9h às 12h, na Cobajur, na Rua São Silvestre, 17. Os moradores devem levar cópia do documento de identidade, CPF, comprovante de residência e comprovante de ocupação (se houver).

Texto: Jeniffer galvão (Ascom Sectet)
Fotos: Priscila Castro (Ascom Sectet)

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Governo do Pará aumenta investimento em ciência, tecnologia e inovação

seg, 03/02/2020 - 16:19
03/02/2020

Nesta segunda-feira (3), no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, foi realizado o lançamento do Edital de Seleção do Programa Startup Pará, iniciativa que irá fomentar o empreendedorismo paraense para projetos inovadores. Na cerimônia também foi feita a assinatura do Projeto de Lei que irá destinar 20% dos recursos da Contribuição Financeira da Exploração Mineral (CFEM) para investimentos em ciência, tecnologia e inovação do estado do Pará.

O governador do estado, Helder Barbalho, celebrou o lançamento do edital do Startup Pará, bem como a assinatura do Projeto de Lei. “Hoje, nós definitivamente sinalizamos à sociedade paraense uma escolha de Estado, e não de governo, quando enviamos à Assembleia Legislativa um projeto de lei que permitirá a vinculação de 20% dos recursos oriundos da CFEM, particularmente em nosso estado drenado pela força do minério, para a a pauta da ciência, tecnologia e do conhecimento".

Segundo o governador, estima-se que serão destinados em torno de 60 a 70 milhões de reais para a área da ciência e tecnologia. "O que nós estamos fazendo hoje aqui é dizendo: ‘vamos aproveitar a nossa riqueza finita para plantar e semear o conhecimento que é a maior riqueza infinita que uma sociedade pode ter’”, afirmou.

O secretário de ciência e tecnologia, Carlos Maneschy, afirmou que esta iniciativa visa construir um novo futuro, destinando recursos da exploração mineral naquilo que é fundamental para a economia e para sociedade: o conhecimento. “O governo faz aqui uma aposta definitiva no conhecimento como transformador da sociedade. É o conhecimento que nos tira do conforto da mesmice para nos lançar no confronto das mudanças. É o conhecimento que muda o caráter da economia nos dias de hoje”, declarou Maneschy.

Startup - O programa Startup Pará foi lançado no dia 19 de dezembro no Teatro Estação Gasômetro. Nesta segunda (30), o edital foi oficialmente publicado.  “Este momento representa, verdadeiramente, um grande passo em direção ao futuro”, afirmou o secretário Carlos Maneschy. “Nesse programa reside a expectativa do fato de que nós podemos mudar o modelo de exploração econômica, a visibilidade e a repercussão deste estado".

O programa possui duas modalidades: a primeira é a “Novos Negócios”, voltada para estímulo às ideias de empreendedores que esperam uma oportunidade de fazer com que suas ideias possam se transformar em negócios. Nesta modalidade, serão selecionados inicialmente 15 projetos, que receberão formação e capacitação. Em seguida, passarão por um processo de avaliação em que serão escolhidas 10 propostas que poderão receber até 80 mil reais para desenvolver suas ideias e transformá-las em novos negócios.

A segunda modalidade é de “Aceleração”, sue estimulará empresas de base tecnológica já estabelecidas e que usam a inovação como insumo de sua produção. Nesta modalidade também serão selecionados 15 projetos que receberão formação e capacitação, dos quais 10 receberão suporte de até 200 mil reais para continuar seus negócios.

“No dia de lançamento do programa nós tínhamos a clareza que o objetivo era estimular a criação, implantação e consolidação de novos negócios que tenham a inovação e o espírito empreendedor como fundamento da sua própria essência. O que nós queremos é a possibilidade de colocar o conhecimento como um agente transformador sócio econômico no Pará”, explicou Carlos Maneschy.

Participaram da cerimônia autoridades estaduais, reitores das instituições de ensino superior públicas e privadas, empreendedores e comunidade acadêmica em geral, lotando o espaço do teatro Maria Sylvia Nunes.

Edital Startup Pará: https://startuppara.fapespa.pa.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Edital_FAPESPA_Startup_PA_02_2020-2.pdf

 

 

Texto: Matheus Luz (estagiário de jornalismo da Ascom/Sectet)

Fotos: Priscila Castro (Ascom/Sectet)

 
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Trabalho de campo marca nova etapa do Projeto Meu Endereço no programa TerPaz

dom, 02/02/2020 - 21:18
02/02/2020

Nesta segunda-feira (3), equipes do projeto “Meu Endereço – lugar de paz e segurança social” iniciam o levantamento dos dados socioeconômicos e a identificação das estruturas das moradias de 498 famílias dos sete bairros beneficiados pelo programa Territórios Pela Paz (TerPaz), do governo do estado. O projeto é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional (Sectet) em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA).

A coordenadora do projeto, Myrian Cardoso, explica que essa é uma nova fase do “Meu Endereço”. Desde o lançamento do Programa TerPaz, em julho de 2019, o projeto foi apresentado nos bairros, onde foram realizadas as “Quintas da Cidadania”, para inscrição das famílias. Em seguida, foi debatido o direito à cidade, coletadas as demandas e realizadas visitas técnicas preparatórias dos supervisores e assistentes de cadastramento.

Agora as equipes estão treinadas e capacitadas a fazer os levantamentos dos dados. “Serão sistematizados os dados coletados em campo sobre as demandas relacionadas com a assistência técnica, resolução de conflitos socioambientais, suporte tecnológico ao endereço certo, regularização fundiária e os encaminhamentos aos programas sociais do governo”, esclarece a coordenadora

Equipes interdisciplinares - As equipes são compostas por historiador, engenheiro, educador físico, sociólogo, geógrafo, sanitarista e assistente social, entre outras profissões. Todos foram selecionados nos bairros atendidos pelo projeto, o que facilita a interação social e a confiança no relacionamento durante a coleta de dados na comunidade.

Durante os meses de fevereiro e março serão realizadas as visitas técnicas nos bairros do Icuí, em Ananindeua; Nova União, em Marituba; Cabanagem, Terra Firme, Benguí, Guamá e Jurunas, em Belém. As equipes visitarão as famílias às terças, quartas e quintas-feiras. Às segundas e sextas-feiras, haverá reunião das equipes na sede da Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA), localizada no campus do Guamá, onde serão processados os dados de campo.

“As equipes serão monitoradas por um gestor do projeto, que terá a responsabilidade de analisar a prática da coleta dos dados territoriais, assim como as interações humanas com as famílias nos territórios”, informa Myrian Cardoso.

Nos sete meses de trabalho, segundo a coordenadora, as equipes foram selecionadas e treinadas para trabalhar com diversas peças técnicas e ferramentas tecnológicas a serem utilizadas no trabalho de campo.  Foram debatidos, também, os conceitos sobre fluxo de processos e a importância do laudo e do parecer técnico profissional das edificações, além de uma ampla análise sobre a segurança, habitabilidade e sustentabilidade das moradias e as relações humanas nas comunidades.

Demandas – Neste período, segundo Cleison Costa, geógrafo do projeto e morador do território da Cabanagem, foram sistematizadas 498 demandas comunitárias, sendo 173 melhorias habitacionais, 239 reivindicações de direitos para garantir o acesso à cidade, 77 solicitações de acesso a recursos públicos, benefícios urbanos e a regularização administrativa do endereço. Foram apontadas 11 mediações de conflitos nos territórios.

O geógrafo enfatiza, ainda, que as equipes aprimoraram os seus conhecimentos sobre a necessidade de uma política pública para organizar o uso e a ocupação do solo nas periferias, além da importância da democratização da participação da comunidade no desenvolvimento urbano.

“Com o trabalho das equipes em campo, solidificamos mais um passo construtivo de uma política pública de assistência técnica em engenharia e arquitetura para reduzir os índices de violência urbana decorrentes dos conflitos socioambientais, fundiários e vicinais nos bairros, além de implementar o direito social à moradia previsto na Constituição brasileira”, enfatiza.

Tecnologia – Rogério Rocha, estudante de Ciências da Computação na UFPA e estagiário do projeto, afirma que aprimora os seus conhecimentos teóricos e práticos sobre a importância das múltiplas linguagens da computação para desenvolver dispositivos tecnológicos móveis que possam ser utilizados pelas equipes para coletar dados em campo, além de substituir os formulários de papel.

Os dados coletados em campo, segundo ele, serão sistematizados e ficarão à disposição numa Central de Inovação e Assistência Técnica de Regularização Fundiária e Resolução de Conflitos Socioambientais Urbanos da UFPA. A Central subsidiará a formulação de políticas públicas nos territórios e poderá ser compartilhada com outros parceiros na região. “É um aprendizado acadêmico, humano, profissional, sustentável e revelador de que a tecnologia tem a sua função social e muito calor humano”, destaca.

Caio Bruno de Carvalho é historiador, supervisor de cadastramento e morador do bairro do Jurunas, em Belém. Para ele, o projeto permite uma leitura sobre a evolução histórica das cidades, mostra as suas contradições urbanas e lança desafios para as equipes que colocarão em prática os treinamentos adquiridos na CRF-UFPA. “Veremos a eficiência dos conceitos apreendidos na medida em que consolidarmos a efetivação das demandas das comunidades dentro do projeto”, finaliza Caio Bruno.

Texto e fotos: Kid Reis- Ascom-CRF-UFPA

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Governo assina PL que destina recursos para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no estado

sex, 31/01/2020 - 15:04
31/01/2020

Dia: 03/02/2020
Hora: 10h
Local: Teatro Maria Sylvia Nunes

O governo do Pará irá enviar à Assembleia Legislativa um Projeto de Lei que prevê a destinação de 20% da Contribuição Financeira de Exploração Mineral (CFEM) para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no estado. A assinatura do PL será feita no dia 03 de fevereiro (segunda-feira), às 10h, no teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas. No evento também será feito o lançamento do edital de seleção do programa Startup Pará.

O anúncio sobre a destinação dos recursos para fortalecer as políticas de ciência e inovação no estado foi feito pelo governador no dia 19 de dezembro, na cerimônia de lançamento do Programa Startup Pará. O Programa irá investir cerca de R$ 3,5 milhões em projetos de novos empreendimentos e atividades já com resultados no mercado.

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UFPA e Sectet constroem política pública de suporte tecnológico ao projeto Meu Endereço

qua, 29/01/2020 - 08:35
29/01/2020

A Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional (Sectet) iniciam na quarta, 29 de janeiro, a partir das 8h, na sede da Comissão de Regularização Fundiária da UFPA, a realização do Módulo IV do Curso de Agente de Cadastramento do Projeto Meu endereço: lugar de paz e segurança social.

O evento de capacitação de supervisores e assistentes de cadastramento tem o objetivo de trabalhar a sistematização de relatórios de campo e do croqui do lote, por meio das peças técnicas, e terminará em 31 de janeiro, representando mais um passo na construção de uma política pública de suporte tecnológico, assistência técnica e inclusão social para reduzir os índices de conflitos socioambientais urbanos nos sete territórios que integram o Programa TerPaz, do governo do estado do Pará.

Os participantes do treinamento atuarão nos territórios do Icuí-Guajará, em Ananindeua; bairro Nova União, em Marituba; Cabanagem, Terra Firme, Guamá e Jurunas, em Belém, e receberão informações teóricas e práticas de como desenhar o fluxo operacional para realizar a coleta da medida do lote, da edificação, dos recuos frontais e laterais das casas, o nome da rua, o número da porta do lote e o número da casa do vizinho, entre outras referências do endereço.  

Entre novembro de 2019 e janeiro deste ano, os supervisores e assistentes trabalharam informações em diversos sobre os temas cadastro, funcionalidade, estrutura e coleta de dados em campo. Depois realizaram a prática do preenchimento de fichas de campo e a elaboração do croqui do lote. Em seguida, os treinamentos envolveram a análise das condições de habitabilidade, segurança estrutural e avaliação imobiliária.

Neste contexto, as equipes tiveram acesso, também, aos conhecimentos detalhados sobre as demandas territoriais, que envolvem 173 melhorias habitacionais, 239   reivindicações de direitos para garantir o acesso à cidade, 77 solicitações de acesso a recursos, benefícios urbanos e a regularização administrativa do endereço certo, além das 11 mediações de conflitos nos territórios, que totalizam aproximadamente 500 demandas comunitárias.

Fotografia - Foram compartilhados, ainda, conhecimentos para avaliação de riscos e conflitos nos bairros e nas moradias, por meio de análise fotográfica, além de debater os conceitos teóricos e práticos de laudo e parecer técnico profissional das edificações. “De forma coletiva, a UFPA e a Sectet trabalham uma ampla análise sobre a segurança, habitabilidade e sustentabilidade das moradias e as relações humanas nas comunidades do território do TerPaz, além de analisar as políticas públicas disponibilizadas à sociedade para combater as desigualdades sociais e os conflitos socioambientais”, assinala Myrian Cardoso, coordenadora do projeto .

Segundo ela, para avaliar a compreensão dos conteúdos ministrados durantes os módulos, os participantes construíram uma proposta de fluxograma para sistematizar as diversas etapas, processos e propostas de acolhimento de demandas comunitárias até a entrega do Kit Meu Endereço para a família beneficiada. O Kit é composto de uma planta de localização do imóvel, planta de limite de lote, laudo de condições socioambiental da moradia, laudo de avaliação do imóvel e uma guia de encaminhamento para o Governo do Estado do Pará, responsável pela resolução da demanda comunitária.

Fluxogramas - Para Renato das Neves, engenheiro pesquisador do Instituto de Tecnologia da  Universidade Federal do Pará e vice-coordenador do Projeto Meu Endereço,  os trabalhos de fluxogramas apresentados pelos supervisores e assistentes de cadastramento demonstraram um olhar profissional equilibrado e embasado no caráter técnico da metodologia estudada nos  diversos módulos e os seus reflexos no campo social, arquitetônico, urbanístico, jurídico e, principalmente, uma leitura humana e social sobre a gestão da cidade, do bairro, da moradia e das famílias.

A partir de fevereiro, segundo ele, os supervisores e assistentes de cadastramento passam a atuar diretamente nos sete territórios para coletar os dados das medidas dos lotes, das edificações, os nomes das ruas, os números das portas dos lotes e os números das casas dos vizinhos. “Continuaremos no monitoramento dos trabalhos para garantir a eficiência da coleta dos dados, pois o nosso trabalho é de assistência técnica em engenharia e arquitetura visando o fornecimento das peças técnicas que subsidiam o acesso ao atendimento das demandas da comunidade e a superação dos conflitos”, enfatiza Renato.

Para Gabriela Santos, discente do curso de Engenharia da Faculdade Estácio, moradora e supervisora do território da Terra Firme, o Projeto Meu Endereço é um espaço de intercâmbio de conhecimentos sobre o funcionamento do bairro, da cidade, da sociedade e contribui para a sua formação profissional e de cidadã. “Além dos conhecimentos em sala de aula, o Meu Endereço estimula um olhar mais social e técnico sobre a cidade e as suas relações com a arquitetura urbana e as classes sociais. O Projeto Meu Endereço trabalha com um olhar social sobre a arquitetura periférica e constrói soluções inclusivas com a participação da comunidade”, finaliza a discente.

 

 

Texto e fotos: Kid Reis -  Ascom-CRF/UFPA

 
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Sectet entrega certificados de cursos de qualificação profissional realizados por meio do TerPaz

ter, 28/01/2020 - 16:19
28/01/2020

Vestida a caráter, Polliane Machado dos Santos expressou a satisfação em ter feito o curso de Garçom/Garçonete, ofertado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), por meio do Programa Territórios Pela Paz (TerPaz), do governo do estado. “Vim a caráter para demonstrar que o curso abriu oportunidade de trabalhar. Por essa oportunidade eu agradeço a todos os envolvidos em nome da nossa turma”, disse Polliane, que fez o curso no bairro da Terra Firme, em Belém.

O discurso rápido e emocionado foi feito durante a cerimônia de entrega dos certificados, realizada nesta terça-feira (28), no Teatro Waldemar Henrique, onde estavam reunidos todos os que fizeram os curso de Formação Inicial e Continuada para Jovens e Adultos nos territórios atendidos pelo TerPaz em 2019.

O titular da Sectet, Carlos Maneschy, destacou o protagonismo das pessoas, a maioria jovens, que estavam recebendo a certificação. “Vocês são as estrelas dessa manhã. Tenho a certeza de que essa será a primeira etapa de uma vida de sonhos realizados. Desejo sucesso a todos vocês”, disse ao incentivar que todos deem continuidade à formação, à qualificação profissional.

Oportunidade para todos - O secretário ressaltou a capacidade visionária do governador Helder Barbalho ao idealizar e implementar o TerPaz, com ações integradas dos órgãos de segurança pública e demais instituições do governo. Carlos Maneschy ressaltou que as ações de segurança “são o primeiro passo para a redução dos índices de violência urbana, como os dados têm demonstrado. O segundo passo, estratégico e decisivo para manter um ambiente de paz, é dar oportunidade para todos”, enfatizou referindo-se à oferta de cursos de qualificação profissional e outras ações sociais levadas aos sete bairros atendidos pelo TerPaz.

Os cursos realizados pela Sectet são ministrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A gerente do Centro de Educação Profissional do Senac em Belém, Brenda Fortes, agradeceu a parceria que possibilita ter mais profissionais habilitados ao mercado de trabalho. “Além do perfil técnico, trabalhamos o aspecto humano e crítico para que possam influenciar positivamente o mercado”, destacou.

Compromisso – A coordenadora do TerPaz na Cabanagem, em Belém, Marisa Lima, falou em nome das demais coordenadoras dos territórios. Ela agradeceu o compromisso da Sectet em promover a qualificação profissional por meio do Programa. “É a garantia do direito de inserção no mercado de trabalho. Éramos abandonados e agora temos a presença do estado”, declarou.

A secretária adjunta da Sectet, Edilza Fontes, ressaltou que não se pode resolver os problemas sociais sem dar oportunidade para que as pessoas possam garantir a sua própria sobrevivência e de suas famílias. “A construção da paz é uma ação conjunta de toda a sociedade, que precisa estar motivada. O TerPaz traz essa motivação e juntos, governo, diretores de escolas, lideranças comunitárias e moradores, vamos trabalhar para tornar realidade o sonho de uma sociedade mais justa e igualitária”.

Inclusão – Stephanye Brito Ricardo, deficiente auditiva, foi a representante da turma do curso de Design de Sobrancelhas e Embelezamento de Cílios, realizado no bairro do Benguí, em Belém. Ela foi ao palco acompanhada da tia dela, Keiciany Ricardo Moreira, que fez a tradução da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Stephanye falou da alegria em ser aceita no curso e poder ter uma qualificação profissional. Ela agradeceu a oportunidade.

Keiciany relatou a dificuldade em encontrar cursos para a sobrinha, pois não há tradutor de Libras e não a aceitavam na sala de aula para fazer a tradução. “Quando fomos tentar a inscrição no curso, eu fui aceita na turma para fazer a tradução das aulas para a Stephanye. Agradecemos muito a oportunidade”.

Em nome da turma de “Atendente de Farmácia”, em Marituba, Jamile Travassos, destacou que o curso “resgatou sonhos e principalmente valores. Esperamos que a cada dia os índices de violência caiam e as oportunidades para a população cresçam”.

Receberam os certificados cerca de 250 pessoas que participaram de dez cursos realizados nos sete bairros atendidos pelo TerPaz: Bengui, Cabanagem, Guamá, Jurunas e Terra Firme, em Belém; Icuí, em Ananindeua; e Nova União, em Marituba.

Texto: Jeniffer Galvão (Ascom/Sectet)
Fotos: Priscila Castro (Ascom/Sectet)

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Curso de “Cuidador de Idoso” tem início no Jurunas

seg, 27/01/2020 - 16:32
27/01/2020

Como os demais alunos, Márcio Brito e Viviane Cardoso estavam atentos às explicações sobre os detalhes do funcionamento do curso “Cuidador de Idoso” que começaram a fazer nesta segunda-feira (27) na escola estadual Camilo Salgado, no Jurunas. O curso é realizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e faz parte das atividades desenvolvidas pelo Programa Territórios Pela Paz (TerPaz), do governo do estado.

“Eu agradeço a oportunidade de poder aumentar meus conhecimentos na profissão e melhorar a minha colocação no mercado de trabalho, cada vez mais competitivo”, diz Márcio, que já atua na área de cuidados com idosos. Viviane também já trabalha como cuidadora e se inscreveu no curso para acrescentar à sua prática conhecimentos mais aprofundados, principalmente em relação à saúde dos mais velhos.

Rubens Sanches, representante da Sectet, recepcionou a turma em nome da secretaria e do governo. Ele enfatizou a importância de todos aproveitarem ao máximo o curso, evitando faltar às aulas, que serão realizadas de segunda a sexta, das 8h às 12h. “Aproveitem essa oportunidade que o governo do estado traz para vocês. Oportunidade de ter uma formação de qualidade que vai abrir as portas do mercado nessa área que tem crescido muito”, frisou Rubens.

Atenção à saúde - Por aproximadamente dois meses – até o dia 25/03 – os 25 selecionados para fazer o curso assistirão às aulas das técnicas do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), as enfermeiras Celice Xavier e Cristiane Santos. Celice explicou aos alunos como o curso funciona, qual o conteúdo programático e as formas de avaliação da turma.

Os alunos terão aulas de como estimular a independência e a autonomia dos idosos para que tenham melhor qualidade de vida e como fazer o acompanhamento das atividades diárias deles, inclusive com noções de atendimento básico à saúde, como verificar a pressão arterial, por exemplo. “E não apenas ver se a pressão está alta ou baixa, mas entender o que isso significa e como agir, saber o que fazer nessas situações”, ressaltou Celice.

Karoline Lima, gerente da Coordenação de Formação Inicial e Continuada da Sectet, ressalta que outros cursos serão ofertados pela secretaria este ano nos territórios atendidos pelo TerPaz. “Nosso objetivo é levar oportunidade de formação profissional para as pessoas em seus próprios bairros, ambiente onde já convivem e têm familiaridade”, destaca Karoline.

Texto: Jeniffer Galvão (Ascom/Sectet)
Fotos: Priscila Castro (Ascom/Sectet)

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Certificação cursos TerPaz

sex, 24/01/2020 - 15:37
24/01/2020

Dia: 28/01/2020 
Hora: 9h
Local: Teatro Waldemar Henrique

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) realiza na próxima terça-feira (28), a cerimônia de entrega dos certificados dos cursos ofertados por meio do Programa Territórios Pela Paz (TerPaz) em 2019. Todas as pessoas que concluíram os cursos do projeto “Formação Inicial e Continuada para Jovens e Adultos” receberão a certificação do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), instituição que ministrou os treinamentos. A cerimônia será no Teatro Waldemar Henrique (Av. Presidente Vargas, 645), às 9h.

Foram concluídos 10 cursos nos sete bairros que recebem as ações do TerPaz: Benguí, Cabanagem, Guamá, Jurunas e Terra Firme, em Belém; Icuí, em Ananindeua; e Nova União, em Marituba. “Receberão os certificados cerca de 250 moradores dos territórios. Pessoas que receberam formação que lhes permite melhorar sua empregabilidade ou mesmo criar seus pequenos negócios”, destaca Karoline Lima, gerente de Coordenação de Formação Inicial e Continuada (CFIC), da Sectet.

Texto: Jeniffer Galvão (Ascom/Sectet)

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GT sobre Identificação Geográfica traça plano de ação para 2020

qui, 23/01/2020 - 15:47
23/01/2020

O Grupo de Trabalho responsável pela identificação de novos produtos paraenses que têm potencial para requerer o registro de Indicação Geográfica (IG) realizou a primeira reunião do ano de 2020 nesta quarta-feira (22), no auditório da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sectet). O GT integra o Fórum Técnico Estadual de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas do Estado do Pará, composto por 31 instituições públicas e privadas.

O fórum foi criado em 2016 pelas Secretarias de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e de Turismo (Setur) para manter em permanente discussão a indicação geográfica dos produtos paraenses. No ano passado o Fórum criou quatro grupos de trabalho para dinamizar as ações do órgão. A Sectet compõe o GT “Identificações de novos processos por meio da definição de metodologia a partir das recomendações do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI)”.

Além da Sectet, Sedap e Setur, fazem parte do GT o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Pará (Sebrae-PA) e a FMB Advocacia.

O diretor de Ciência e Tecnologia da Sectet, Demethrius Lucena, recebeu os representantes das instituições, que juntas definiram o plano de ação do GT para o ano de 2020. O diretor reafirmou o apoio da Sectet às ações do Fórum e sugeriu a realização de um evento sobre Indicação Geográfica dentro da Semana de Ciência e Tecnologia e da Feira Estadual de Ciência e Tecnologia, realizadas anualmente pela secretaria.

IG - O registro de Indicação Geográfica (IG) é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de distingui-los de similares disponíveis no mercado.

A Associação Cultural e Fomento Agrícola de Tomé-Açu (ACTA) foi a primeira a receber uma IG no estado do Pará, sendo reconhecida pelo cacau produzido no município. Estão em processo de registro de denominação o queijo de leite de búfala, da Ilha de Marajó, e a farinha de Bragança.

Texto: Jeniffer Galvão (Ascom Sectet) com informações da DCT/Sectet
Fotos: DCT/Sectet

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Agentes do projeto “Meu Endereço” participam do terceiro módulo de formação

qua, 22/01/2020 - 17:32
22/01/2020

O projeto “Meu Endereço, lugar de paz e segurança social” realiza esta semana o terceiro módulo do curso “Formação de Agentes de Cadastramento”, direcionado às pessoas selecionadas para participar do projeto. O “Meu Endereço” é um projeto desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e faz parte das ações do programa Territórios Pela Paz (TerPaz), do governo do estado.

O terceiro módulo foi iniciado nesta segunda (20) e será encerrado na sexta (24), com as aulas teóricas sendo realizadas na Seccional do Guamá. Participam os 21 moradores selecionados no ano passado. São três pessoas por cada bairro: Benguí, Cabanagem, Guamá, Jurunas e Terra Firme, em Belém; Icuí, em Ananindeua; e Nova União, em Marituba.

As aulas teóricas são realizadas em dias alternados com o treinamento prático, que acontece durante as visitas técnicas às famílias. “Neste módulo estamos vendo como elaborar o parecer técnico sobre as questões de habitabilidade, condições da estrutura física da residência e segurança geral do imóvel”, explica a coordenadora do projeto, Myrian Cardoso.

Percepção – Nesta quarta-feira (22), depois de assistir à apresentação da coordenadora do “Meu Endereço”, os participantes foram divididos em quatro equipes, que passaram a avaliar fotografias de uma das residências das famílias que são atendidas pelo projeto. Em seguida, cada grupo apresentou o que conseguiu identificar nas condições dos imóveis.

Caio Tavares, do bairro do Jurunas, foi um dos porta-vozes da equipe dele. O primeiro aspecto levantado pelo grupo foi a fiação elétrica exposta, pendurada na parede de madeira. “A fiação está exposta, próxima a sacos plásticos colocados nos vãos da madeira. É um risco muito grande de incêndios, que infelizmente são comuns na nossa cidade”, identificou Caio e sua equipe.

Gabriela Santos, da Terra Firme, chamou atenção para as frestas entre as tábuas, destacando que a água da chuva pode contribuir para que haja curtos-circuitos. As equipes também destacaram a inexistência de acessibilidade, já que a moradora apresentava dificuldade de locomoção, pois usava uma muleta. Clemilton Nogueira Júnior, do Jurunas, mostrou que a equipe dele também detectou o risco de doenças, já que ratos e animais peçonhentos poderiam entrar facilmente no local.

Módulos – Em 2019 foram realizados dois módulos do curso de agente de cadastramento. O primeiro foi sobre as noções gerais de cidadania e direito à cidade. No segundo, os participantes aprenderam como fazer o levantamento de informações físico sociais das residências. Depois do módulo que está sendo realizado esta semana, os agentes de cadastramento voltarão às aulas teóricas no período de 29 a 31/01, para aprender como se faz a sistematização das informações levantadas.

Myrian ressalta que as etapas são realizadas sempre de forma correlacionadas. “Vamos realizando a formação teórica ao mesmo tempo em que realizamos as visitas às famílias. Desta forma, os agentes vão aprimorando a teoria com a prática e vice-versa”. Ela informa que serão realizadas visitas em pelo menos 500 famílias cadastradas pelo projeto nos territórios. “As famílias que apresentarem condições mais urgentes terão prioridade no auxílio técnico e tecnológico oferecido pelo projeto”, destaca a coordenadora.

Texto: Jeniffer Galvão (Ascom/Sectet)
Fotos: Erlon Modesto (estagiário de publicidade Ascom/Sectet)

 

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Abertas as inscrições para o Prosel Uepa/Forma Pará 2020

seg, 20/01/2020 - 18:13
20/01/2020

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo Especial da Universidade do Estado do Pará (Uepa) para o preenchimento de vagas nos cursos de Ciências Naturais (Habilitação em Química Licenciatura), no município de Bagre; e Enfermagem (Bacharelado), no município de Curuçá. Os cursos são ofertados pelo governo do estado por meio do projeto Forma Pará, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em parceria com instituições de ensino superior e prefeituras municipais.

As inscrições devem ser feitas no site da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp) até o dia 30 de janeiro. O edital completo e o formulário de inscrição estão disponíveis no site www.portalfadesp.org.br. A taxa de inscrição é de R$ 50,00.

Os candidatos às 50 vagas de cada turma responderão a 35 questões objetivas da prova de seleção que será realiza no município onde o curso será ofertado, no dia 09 de fevereiro/2020, de 8h às 12h.  Há reserva de vagas para candidatos que tenham cursado todo o ensino médio em escola pública e o edital prevê ainda bônus de 10% na pontuação dos candidatos que tenham cursado pelo menos um dos anos, ou esteja cursando o último ano, do ensino médio no município em que o curso está sendo ofertado.

“Com essa medida (o bônus), o processo seletivo busca cumprir o principal objetivo do Forma Pará que é dar oportunidade para as pessoas que moram nos municípios ou em localidades vizinhas”, explica a secretária adjunta da Sectet e gestora do projeto, Edilza Fontes.

Confira o edital e acesse o formulário de inscrições aqui.

Texto: Jeniffer Galvão (Ascom/Sectet)

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Famílias cadastradas no ‘Meu Endereço’ começam a receber visitas técnicas

dom, 19/01/2020 - 15:01
19/01/2020

Waldomira de Souza Fonseca e Maria Lúcia Mendes da Silva, moradoras do bairro da Cabanagem, em Belém, receberam nesta sexta-feira uma visita especial. A equipe do “Meu Endereço – lugar de paz e segurança social”, um dos projetos desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) dentro do Programa Territórios Pela Paz, iniciou as visitas técnicas aos moradores que estão cadastrados no projeto, realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará.

“As visitas são realizadas para levantar as informações gerais sobre o imóvel e a situação das famílias. São necessárias para que possamos avaliar de que forma o projeto poderá contribuir para melhorar as condições de moradia das pessoas”, explica o vice-coordenador do “Meu Endereço”, Renato Neves.

A equipe é formada por um agente de cadastramento, um engenheiro, um assistente social, um bolsista e um supervisor do projeto no bairro. São levantadas as informações sociais da família, feita a medição da casa e do terreno, entre outras. 

“Anotamos tudo que é importante para embasar os laudos técnicos e encaminhamentos que serão feitos para programas e órgãos que poderão contribuir para realizar as melhorias necessárias”, esclarece a supervisora do projeto no bairro da Cabanagem, Maria de Jesus Evangelista.

Confiança – A primeira a receber a visita foi a família de Waldomira Fonseca, uma senhora de 66 anos de idade que apesar das dificuldades da vida não perde o bom humor. Sempre sorrindo e brincando, ela recebeu a equipe e mostrou todos os problemas da sua casa de aproximadamente 15 metros de comprimento e cinco de largura, paredes de madeira, sem divisórias internas, onde mora com duas filhas e dois netos.

A renda da família vem das diárias que ela e uma das filhas fazem em casas de família. Dona Wal não teve oportunidade de estudar e com muito esforço criou os cinco filhos. O marido dela faleceu há cerca de um ano. “Ele não estava trabalhando nos últimos anos. Ficava em casa cuidando das coisas enquanto eu ia trabalhar”, conta. Foi o marido quem fez o piso da casa, que ela procura regularizar por meio do projeto.

A família está cadastrada no programa “Cheque Moradia” há cerca de seis anos, mas ainda não conseguiu recursos para construir a casa de alvenaria. Dona Wal está animada com a chegada das ações do TerPaz no bairro, onde mora há cerca de 40 anos. Generosa, ela diz que torce pelo melhor para todos os moradores. “Espero que possa melhorar cada vez mais o nosso bairro e que tudo que for oferecido seja o melhor para todos, pois todos precisamos”.

Sonho – Para Maria Lúcia da Silva, segunda moradora visitada nesta sexta, o projeto “Meu Endereço” é a possibilidade de realizar o sonho de ter a casa dela reformada. Com a saúde debilitada, Dona Lúcia, de 63 anos, precisa da ajuda da filha para se movimentar pela casa, que está com o piso de madeira cedendo, com tábuas soltas e deterioradas, paredes e telhado em péssimas condições. São dois compartimentos em madeira, uma pequena cozinha e banheiro em alvenaria, construídos com a ajuda dos filhos. Ela estudou apenas até a segunda séria do ensino fundamental, nunca casou e teve oito filhos.
Moram com a Dona Lúcia dois filhos e uma neta. Todos estão desempregados e a renda familiar se resume à Bolsa Família e à venda de cosméticos feita pela filha. Ela conta que também se cadastrou no “Cheque Moradia” há cinco anos, mas não ainda não foi contemplada.

Quando tomou conhecimento do projeto, Dona Lúcia pediu à filha para ir fazer o cadastro porque está com problemas na visão e já não consegue se locomover sozinha. “É a primeira vez que recebemos a visita do governo para ver a nossa situação. Espero que tudo dê certo e eu consiga realizar esse sonho”, finaliza.

Acompanhamento – O projeto “Meu Endereço” irá visitar na Cabanagem cerca de 100 famílias que fizeram o cadastro no ano passado durante as ações denominadas “Quintas da Cidadania”. Todas terão acompanhamento técnico e tecnológico no processo de regularização fundiária e receberão o kit “Meu Endereço”, composto de todos os documentos necessários para dar entrada na regularização.
“Nós encaminharemos as famílias aos órgãos responsáveis pela regularização e aos programas sociais, como o ‘Cheque Moradia’”, informa Renato. Ele ressalta que a Companhia de Habitação do Pará (Cohab), responsável pelo “Cheque Moradia”, é um dos órgãos parceiros da Sectet no desenvolvimento do “Meu Endereço”.

Texto: Jeniffer Galvão (Ascom/Sectet)
Fotos: Priscila Castro (Ascom Sectet)

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Experiência da Brazil Conference estará na programação da Fecti 2020

qui, 16/01/2020 - 16:31
16/01/2020

O estudante da Universidade Federal do Pará, Melquisedec Negrão, foi escolhido como Embaixador da Brazil Conference 2020 e representará a Região Norte e o Brasil na Universidade de Harvard e no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston, EUA. A experiência do estudante com o evento internacional estará na programação da Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Fecti) 2020, que será realizada em novembro pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet).

Em reunião na Sectet, no dia 23 de dezembro/2019, Melquisedec Negrão conversou com o diretor de Ciência e Tecnologia, Demethrius Lucena, que o convidou para compartilhar seu aprendizado durante a Fecti. “Este ano pretendemos fazer da feira estadual um evento internacional. Será a Feira Pan-Amazônica de Ciência, Tecnologia e Inovação. E a experiência de Melquisedec vai ser muito importante como motivador e referência para outros jovens”, disse o diretor. Ele adianta que a ideia é realizar uma Brazil Conferece regional como parte da programação da feira que será realizada em novembro.

Debate - A Brazil Conference at Harvard & MIT é um evento anual no mês de abril, organizado pela comunidade brasileira de estudantes na região de Boston, desde 2015. Realizado nas duas universidades que dão nome à conferência, tem como objetivo promover o debate entre líderes e representantes da diversidade nacional e internacional, sobre os mais variados temas envolvendo o país. 

Melquisedec, estudante de Engenharia de Bioprocessos/UFPA, também é Embaixador da Juventude pelas Nações Unidas. “Como Embaixador pela Região Norte, tenho a missão de apresentar uma Amazônia que está trabalhando na construção de uma bioeconomia sólida, em sinergia com o desenvolvimento social, econômico e sustentável”, disse o estudante.  Ele acrescenta que, como paraense, quer comunicar que o estado do Pará “está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e compartilhar as inovações fomentadas pela Sectet, como o Startup Pará, Conecta Pará e os fóruns de tecnologias sociais, por exemplo”, acrescentou.

“Pretendemos buscar apoio da Universidade de Havard e do MIT para capacitação de professores e estudantes das escolas tecnológicas do estado. Nossa intenção é proporcionar aos paraenses o acesso a cursos das universidades americanas e japonesas, buscando apoio da Agência de Cooperação Internacional do Japão – JICA”, enfatiza o diretor da Sectet.

Texto: Jeniffer Galvão (Ascom/Sectet), com informações da DCT/Sectet e da equipe da Brazil Conference

 

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Sectet e TerPaz realizam curso de cuidador de idoso no Jurunas

qui, 16/01/2020 - 14:09
16/01/2020

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) dá início ao oferecimento de cursos dentro das atividades da secretaria em 2020 no programa Territórios Pela Paz, do Governo do Estado. O primeiro deste ano será o curso de “Cuidador de Idoso”, no bairro do Jurunas. As inscrições podem ser feitas dias 20 e 21/01, na escola Camilo Salgado, das 8h às 12h.

O curso será realizado de 27/01 a 25/03, com carga horária de 160 horas. As aulas serão realizadas também na escola Camilo Salgado, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. Para se inscrever é preciso ter idade mínima de 18 anos e ensino fundamental completo. Os documentos necessários são: originais e cópias do RG, do CPF e do comprovante de residência.

O curso será ministrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), contratado pela Sectet para realizar os cursos ofertados dentro do TerPaz. “Iniciamos o ano de 2020 pelo Jurunas, mas já estamos elaborando a programação para os demais territórios. Fiquem atentos à nossa divulgação”, anuncia o Coordenador de Formação Inicial e Continuada (FIC) da Sectet, Charles Souza.

Serviço:
Curso Cuidador de Idoso
Período: 27/01 a 25/03/2020
Local: EEEFM Camilo Salgado (Avenida Roberto Camelier, 823)
Hora: 8h às 12h
Inscrições: na escola, das 8h às 12h, dias 20 e 21/01.
Pré-requisitos: 18 anos de idade, ensino fundamental completo, RG, CPF e comprovante de residência (originais e cópias dos documentos)

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Forma Pará: oportunidade de formação superior no interior do estado

seg, 13/01/2020 - 15:22
13/01/2020

“Minha mãe, para cursar o ensino superior, saía às quatro horas da manhã num pau de arara para estudar em Castanhal”, recordou o prefeito de Curuçá, Jefferson Ferreira de Miranda, Tarrafa, na manhã desta segunda-feira (13), no Teatro Waldemar Henrique, em Belém, durante a solenidade de lançamento do edital do projeto Forma Pará/2020, desenvolvido pelo governo do Pará por meio da Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet).

A história narrada pelo prefeito Tarrafa retrata centenas de outras histórias de estudantes paraenses. E as dificuldades enfrentadas por estes estudantes são o que impede outros milhares de jovens de alcançar a formação superior.  Referindo-se à história contada pelo prefeito, o governador do estado, Helder Barbalho, ressaltou as peculiaridades geográficas e sociais de várias regiões do Pará que acabam por dificultar a saída de jovens dos municípios para outras cidades onde há a oferta de cursos de nível superior.

“Estas são as realidades do nosso estado e nós não devamos medir esforços para fazer com que cada cidade deste estado possa ter acesso ao ensino superior. Nós temos por obrigação dar oportunidade para as pessoas”, disse o governador. Ele destacou ainda que a definição da profissão deve ser uma questão de escolha e “não de uma indução fruto da única oportunidade, por falta de alternativas, que por ventura o mundo e a vida proporcionem”, enfatizou.

O secretário Calos Maneschy ressaltou a importância estratégica do governador ao incluir em seu programa de gestão o compromisso com a educação. “Esse compromisso agora está sendo alargado, tornando possível que vários estudantes possam ter a oportunidade ímpar de estudar o ensino superior, fazendo que cursos das universidades cheguem naqueles lugares onde o ensino superior público e gratuito não era ofertado”.

O prefeito Tarrafa, em nome dos demais prefeitos e representantes de municípios, agradeceu a oportunidade “de podermos, no quintal da nossa casa, proporcionar aos jovens de hoje estar cursando o ensino superior”.

Edital 2020 – O segundo edital do projeto Forma Pará oferta 350 vagas em sete turmas, distribuídas em seis municípios e o distrito de Mosqueiro, em Belém. Os cursos são ofertados em parceria entre o governo do estado, por meio da Sectet, a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), a Universidade do Estado do Pará (Uepa) e as prefeituras de Bagre, Curuçá, Goianésia, Mocajuba, Ourém e Ulianópolis.

O reitor da Uepa, Rubens Cardoso, destacou o déficit de vagas de nível superior no estado ao informar que para cada quatro alunos que ingressam na universidade estadual, 96 ficam de fora. “Essa ação do Forma Pará fez, num curso espaço de tempo, a Universidade do Estado Pará ampliar em 10% suas vagas. Isso é um ganho fabuloso para a população”, festejou o reitor.

Além do déficit de vagas, o reitor da Ufra, Marcel Botelho, ressaltou a evasão de estudantes nos 63 campi da instituição distribuídos pelo estado. Ele enfatizou a qualidade da educação oferecida, em cursos de destaque nacional. “Ainda assim, temos uma grande evasão causada não pela falta de qualidade, mas pela falta de condições do nosso aluno estudar nesses campi. Expandir as vagas por meio do Forma Pará é essencial, pois nos permite estar presentes onde o nosso estudante está, de onde ele não tem condições de sair para ir aos nossos campi”, disse o reitor.  

Forma Pará – É um projeto desenvolvido pelo governo do estado por meio da Sectet, em parceria com Instituições Públicas de Ensino Superior, prefeituras municipais e organizações da sociedade civil. O objetivo é dar oportunidade de acesso ao nível superior de ensino aos moradores de municípios onde não há campi de universidades públicas ou onde não haja os cursos ofertados pelo projeto.

O projeto foi lançado em 2019, quando foram ofertadas no primeiro edital 1.000 vagas em 20 turmas em 15 municípios e o distrito Mosqueiro. A meta é ofertar pelo menos 4.000 vagas até 2022, alcançando 40 municípios.

No edital assinado na manhã desta segunda-feira (13) são ofertadas turmas de 50 alunos nos seguintes cursos: Agronomina/Ufra em Goianésia, Mocajuba, Ourém e Ulianópolis; Enfermagem/Uepa em Curuçá; Licenciatura Plena em Ciências Naturais/Uepa em Bagre; e Tecnologia de Alimentos/Uepa em Mosqueiro/Belém.

Está previsto para março o lançamento do terceiro edital do projeto com oferta de oito turmas de 50 alunos nos cursos: Agronomia/UFPA em Novo Repartimento; Direito/UFPA em Altamira; Engenharia Civil/UFPA em Ponta de Pedras; Gastronomia/Uepa em Icoaraci/Belém e Salinópolis; Geografia/UFPA em Muaná; Música/UFPA em Ponta de Pedras; e Serviço Social/UFPA em Viseu.

Texto: Jeniffer galvão (Ascom/Sectet)
Fotos: Priscila Castro (Ascom/Secxtet)

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Projeto Meu Endereço debate planejamento urbano com moradores da RMB

sex, 10/01/2020 - 11:19
10/01/2020

A Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA) apresentou nesta quarta-feira, 8 de janeiro, no gabinete do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica do Estado Pará, Carlos Maneschy, os resultados dos trabalhos realizados pelas equipes interdisciplinares do Projeto meu endereço: lugar de paz e segurança social, que mobilizaram 1.277 moradores para debater a cultura da paz, a função social da cidade e o planejamento urbano na Região Metropolitana de Belém (RMB).

Os dados sistematizados estão relacionados aos últimos seis meses de 2019, desde que iniciou a parceria com o Programa Territórios pela Paz (TerPaz) do Governo do Estado do Pará.  Participaram da reunião Marlene Alvino, André Montenegro e Renato das Neves, ambos gestores da CRF-UFPA, além da presença de Edivandro Carlos do Vale, Gerente de Gabinete da Sectet.

As informações foram apresentadas por Myrian Cardoso, professora da Faculdade de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFPA e coordenadora do Projeto Meu Endereço. Ela resgatou  que o propósito da parceria com a Secretária de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet),  foi o  de compartilhar conhecimentos interdisciplinares a partir da articulação de inovação tecnológica, assistência técnica e inclusão social para reduzir os índices de conflitos socioambientais urbanos nos territórios de pacificação envolvendo os bairros da Cabanagem, Guamá, Jurunas, Terra Firme e Benguí, em Belém; Icuí, em Ananindeua, e Nova União, em Marituba.  

Ação Pública - O balanço foi estruturado em sete eixos de ações públicas realizadas nos territórios, ou seja, reunião prévia com mais de 61 lideranças comunitárias, a apresentação do Projeto Meu Endereço para 564 moradores e o agendamento de atendimento sobre as demandas de regularização fundiária e cheque moradia para a comunidade.

Com a presença de 502 moradores, em sua ampla maioria formada por mulheres, além da promoção 64 entrevistas para selecionar 24 candidatos aprovados para trabalhar como agentes de cadastramento junto às comunidades nos sete territórios. As ações das Quintas da Cidadania acolheram demandas comunitárias.

Nos seis meses de trabalho, segundo Myrian Cardoso, o relatório apresentado ressalta quatro tipos de demandas territoriais: 173 melhorias habitacionais; 239   reivindicações de direitos para garantir o acesso à cidade; 77 solicitações de acesso a recursos, benefícios urbanos e a regularização administrativa do endereço certo.  Foram solicitadas 11 mediações de conflitos nos territórios.

Estes dados revelam a importância da parceria com a Sectet e o mostram como o Projeto Meu endereço, por meio da assistência técnica em engenharia e arquitetura, é uma ferramenta para reduzir os índices de violência urbana decorrentes dos conflitos socioambientais, fundiários e vicinais nos sete bairros.

Diálogo – Durante a reunião, a presidente da CRF-UFPA, Marlene Alvino, enfatizou a importância da participação da comunidade nas decisões e no debate sobre o planejamento urbano dos territórios.  O atendimento comunitário alcançou 498 demandas das famílias nos sete bairros e busca construir uma convivência urbana digna e ecologicamente equilibrada junto com um Estado promotor do desenvolvimento. 

As equipes da CRF-UFPA que atuam no projeto são formadas por engenheiros, arquitetos, urbanistas, administradores, assistente sociais, advogados, jornalistas e especialistas em tecnologia da informação, além de estagiários de diversas áreas educacionais, esclareceu Marlene.

Para o secretário Carlos Maneschy o Projeto meu endereço não é um evento temporário, que começa de manhã e termina de tarde. Os dados apresentados confirmam o trabalho planejado e o volume de atendimento comunitário é significativo, pois trabalha com os direitos da cidadania e leva segurança jurídica e social para as famílias.

“É uma política pública que repercute permanente e se interliga com outras ações do Estado para chegar até a casa dos moradores. O Projeto está conectada com as áreas da cultura, emprego, saneamento, saúde, educação e a qualificação profissional para o combater a violência urbana nos territórios. Além disso, buscamos ampliar as parcerias com os segmentos públicos e privados do Pará visando fortalecer a cultura da paz, interiorizar o desenvolvimento e consolidar uma rede permanente de assistência técnica em todo o Pará”, asseverou o secretário.

Texto e fotos: Kid Reis – Ascom CRF/UFPA

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Projeto Forma Pará lança edital para preenchimento de 350 vagas de curso superior em sete municípios

qui, 09/01/2020 - 14:50
09/01/2020

O governo do estado, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), lança na próxima segunda-feira (13) o edital do Processo Seletivo Especial (PSE) para o preenchimento de 350 vagas em sete turmas de cursos de nível superior ofertados pelo Projeto Forma Pará. Novo edital está previsto para março, quando serão ofertadas mais oito turmas.

Em 2019, quando o projeto foi lançado, foram ofertadas 1.000 vagas em 20 turmas distribuídas por 16 municípios. Este ano serão alcançados pelo menos mais sete municípios que ainda não haviam sido atendidos, além de novos cursos em municípios já contemplados. A meta é chegar a 40 municípios até 2022, com a oferta de 80 turmas, chegando a um total de 4 mil novos profissionais de nível superior formados pelo projeto.

No edital publicado neste mês de janeiro, os cursos do Forma Pará serão ofertados pela Universidade do Estado do Pará (Uepa) e pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) em sete municípios: Bagre (Licenciatura Plena em Ciências Naturais/Uepa), Curuçá (Enfermagem/Uepa), Goianésia (Agronomia/Ufra), Mocajuba (Agronomia/Ufra), Belém/Mosqueiro (Engenharia de Alimentos/Uepa), Ourém (Agronomia/Ufra) e Ulianópolis (Agronomia/Ufra).

Cada turma oferece 50 vagas e a prova do PSE será realizada simultaneamente em todos os municípios beneficiados. O lançamento dos editais será realizado no o dia 13/01/2020, de 9h às 14h, no Teatro Waldemar Henrique, localizado na Avenida Presidente Vargas, 645, Praça da República.

A solenidade terá a presença de autoridades do governo do estado, representantes das instituições de ensino superior, professores e estudantes. A programação é aberta ao público.

Texto: Jeniffer Galvão (Ascom/Setet)

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Ainda em janeiro Estado divulgará edital de seleção do 'Startup Pará'

qua, 08/01/2020 - 17:45
08/01/2020

Serão cerca de R$ 3,5 milhões em investimentos em 20 projetos de novos empreendimentos e atividades já com resultados no mercado

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) deve divulgar, até 31 de janeiro, o edital de seleção do Programa Startup Pará, iniciativa para promover criação e desenvolvimento de atividades inovadoras em diversas áreas. Pela política pública, coordenada ainda pela Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad) e pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), o Estado investirá cerca de R$ 3,5 milhões na seleção de até 20 projetos.

Na fase inicial, serão acolhidas 15 propostas, em fase de pesquisa, na modalidade “Novos Negócios”, que contempla a abertura de empreendimentos inovadores em fase pré-operacional, e 15 na modalidade “Aceleração”, voltada para atividades promissoras já existentes no mercado.

As iniciativas selecionadas terão capacitação, mentoria e acompanhamento do negócio, promovidas por uma empresa aceleradora, de atuação nacional, que também será escolhida por meio de edital. Após essa etapa, um comitê avaliador, formado por profissionais e técnicos do mercado indicados pela aceleradora, vão escolher 10 propostas de cada modalidade para assinatura de contrato e investimento financeiro.

Apresentação pública - As propostas em “Novos negócios” podem receber até R$ 80 mil por projeto, enquanto a modalidade “Aceleração” oferece até R$ 200 mil para cada iniciativa selecionada. O titular da Sectet, Carlos Maneschy, antecipa que a apresentação dos 20 projetos deve ocorrer em um evento público, uma espécie de feira de inovação, com a presença de investidores convidados de todo o Brasil, em data e local a serem definidos.

"Serão duas etapas, que durarão cerca de um mês e meio cada uma, e de uma para outra o total de projetos selecionados será de, no máximo, 20. A ideia é estimular, por exemplo, o interesse dos 'investidores-anjos', que não são necessariamente sócios, mas que investem para ver o negócio deslanchar. Seria algo inédito do Estado", explica o secretário. "A gente espera e trabalha pelo efeito multiplicador, por um Estado com ambiente amigável para novos negócios, um hub, um ponto de convergência de vários investidores", reitera Carlos Maneschy.

Ainda de acordo com o secretário, embora os valores máximos por projeto selecionado estejam definidos, somente após a aprovação dos planos de negócios será possível determinar o tempo de execução de cada um. "Admitimos que há riscos, já que se trata de inovação. Não tem como dizer o que é que pode dar certo ou não - e aí entra a aceleradora, para delimitar critérios de confiabilidade. Vejo o Starup Pará com vocação ao sucesso, porque essa demanda existe, há pessoas precisando desse apoio, e é isso o que o Governo do Estado quer garantir", reforça o titular da Sectet.

Texto: Carol Menezes (Secom)
Foto: Adivaldo Siqueira (Secom)

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